Lances iniciais em 19/10
Cerâmica
Aline Baiana (1985) vive entre Salvador, Rio de Janeiro e Berlim. Desenvolve uma prática artística colaborativa e baseada em pesquisa que investiga o conflito ontológico entre o Norte e o Sul globais. Sua metodologia resiste aos sistemas de homogeneização e apagamento, abraçando a troca e a fluidez como princípios fundamentais. Com foco no conhecimento tradicional, a prática de Aline Baiana reúne histórias, imagens, materiais e ideias, que visam questionar o excepcionalismo humano contribuindo para “um mundo onde caibam muitos mundos”. Ela participou de exposições no Brasil, na Europa e na Ásia Ocidental, incluindo a 14ª Bienal de Sharjah, a 11ª Bienal de Berlim e está na 36ª Bienal de São Paulo este ano. O seu trabalho integra acervos como o da Kadist e o da Friends of the Nationalgalerie (Hamburger Bahnhof Berlin).
#1 (2024) faz parte da série Como qualquer outra dobra do mundo, composta por trabalhos que investigam a terra como extensão do corpo. Nela, a artista desenvolve instalações e esculturas que provocam reflexões sobre essa indiscernibilidade. Nas palavras de Antônio Bispo dos Santos, “a terra não pertence às pessoas, as pessoas pertencem à terra”. Pensando junto com animais-mais-que-humanos que também usam o barro como matéria prima de suas casas, Aline Baiana convida à reflexão de que a consciência, a inteligência, a narratividade ou qualquer outra capacidade que pareça definir a excepcionalidade humana é tão intrínseca à terra quanto qualquer dobra característica do planeta.




