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LANCES INICIAIS
LANCES FINAIS
Ilê Sartuzi
Lote 096
desastres
Ilê Sartuzi
Lote 096
Dê seu lance CADASTRE-SE
Lances iniciais em 19/10
desastres, 2022

Parafina e óleo sobre estante de ferro

11,5 x 50 x 10 cm
R$ 24500,00
lance inicial
Confira os lances

Ilê Sartuzi (1995) vive e trabalha em Londres, é artista formado pela Universidade de São Paulo e com mestrado pela Goldsmiths, University of London. Recebeu o Prêmio PIPA (2021), o prêmio da Bienal de Artes Mediales (Chile, 2022), e foi nomeado duas vezes para o CIFO-Ars Electronica award (USA-Austria, 2022-23). Sartuzi também cocriou e dirigiu o espaço independente arte_passagem.

Com uma abordagem conceitual e baseada em pesquisa, sua prática envolve objetos escultóricos, projeções de vídeo mapeadas, instalações mecatrônicas, truques, peças teatrais (e mais) brincando com a ideia de animar objetos e elementos de infraestrutura. O interesse nas artes dramáticas conferiu uma teatralidade a esses objetos e instalações que são animados por movimentos mecânicos e interpretam dramaturgias e coreografias; frequentemente em um exercício de repetição que não leva a nenhuma catarse, mas, em vez disso, começa a revelar o funcionamento das próprias máquinas.

Suas exposições e projetos individuais recentes incluem Vaudeville, Pedro Cera, Lisboa (2023); cabeça oca espuma de boneca, SESC Pompéia, São Paulo (2022); e A. E A de novo., auroras, São Paulo (2021). Participou de exposições em instituições como Pinacoteca do Estado de São Paulo (2021); Instituto Moreira Salles (2020); MAC-USP Museu de Arte Contemporânea (2017). Seu trabalho está presente em coleções públicas e privadas como as da Pinacoteca do Estado de São Paulo, a coleção moraes-barbosa, o Instituto PIPA, Videobrasil e do British Museum.

Em desastres (2022) é possível observar casas de bonecas, elemento recorrente nas obras de Ilê Sartuzi. Elas remetem a um exercício de imaginação infantil e a elaborações na forma de representação. Nas histórias repletas de moral, a apresentação de medos e interdições começa a formar subjetividades. A partir de um molde de casa de bonecas, as peças são reproduzidas em parafina colorida com tinta à óleo, e as deformações processuais apontam de alguma forma para a passagem do tempo e fazem referência à morte. Sendo a casa um espaço privilegiado para pensar contradições e horrores íntimos, a casa de bonecas é o lugar onde se pode brincar com essas coisas, re-apresentar certos eventos e tentar dar sentido a experiências estranhas.