Lances iniciais em 19/10
Madeira, hélice de ventilador, tinta acrílica, roupa de cama. Ed. única
Contrapondo e mesclando materiais, e através do estabelecimento de diálogos entre eles, repertórios e objetos de diferentes origens e destinados a diferentes usos, Alexandre da Cunha (1969) opera de forma crítica dentro de uma escala de valores que une cultura brasileira pop e modernismo, artes decorativas e cultura pop britânica.
Exposições recentes incluem as individuais Travessia, Luisa Strina, São Paulo, Brasil (2024); Thomas Dane Gallery, Londres, Inglaterra e Itália (2023); Thomas Dane, Nápoles, Itália (2020); Duologue – com Phillip King, The Royal Society of Sculptors, Londres, Inglaterra (2018); Boom, Pivô, São Paulo, Brasil (2017); e Mornings, Office Baroque, Bruxelas, Bélgica (2017); e as coletivas Material Worlds: Contemporary Artists and Textiles, Warwick Arts Center, Coventry, Inglaterra (2024); Histórias da Sexualidade, MASP, São Paulo (2017); When Attitudes Became Form Become Attitudes, Museum of Contemporary Art Detroit (2013); 30ª Bienal de São Paulo (2012). Entre os trabalhos de intervenção urbana, destacam-se as obras comissionadas pelo Art on the Underground para a estação de metrô Battersea, Londres (2021); e pelo MCA Chicago. Possui trabalhos nas coleções Tate Modern; Museu de Arte da Pampulha; Instituto Inhotim; CIFO Coleção Cisneros; Coleção Zabludowicz; Pinacoteca do Estado de São Paulo; e FAMA.
Os trabalhos inéditos que compõe a série Broken (2024) demonstram um aprofundamento na pesquisa de Alexandre da Cunha sobre o pensamento pictórico e sobre o tensionamento entre as esferas pública e privada, além da continuidade de uma prática pautada em apontar aspectos ocultos de objetos retirados de seus contextos originais.
Em relação a outras obras do artista, em Broken (Noite quente à beira mar) (2024), a associação à linguagem da pintura é posta mais radicalmente. A organização e composição de objetos (canudos de papel, discos de madeira e hélice de ventilador) acontece em superfícies de tecido planas e quadriláteras e, ao criar essas telas com tecidos retirados de contextos íntimos – nomeadamente, um pano de prato, um lençol e uma peça de roupa íntima – se coloca a tensão entre o público e o pessoal.




