Lances iniciais em 19/10
Acrílica, desenho, carvão, borracha e linha sobre lona
maré de matos (1987) é da região do Vale do Rio Doce e vive e trabalha em São Paulo. Artista transdisciplinar, é graduada em artes visuais (2009, UEMG), mestre em teoria literária (2020, UFPE) e doutoranda no Diversitas (Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos, USP).
Exercita o tensionamento entre subjetividade e objetividade, e defende o direito à
emoção de populações retiradas do estatuto da humanidade. Também especula conceitos como fronteira, justiça, verdade e dignidade na encruzilhada entre pensamento, imagem e
palavra. Fundou o selo bendito ofício (2010), por onde promove aproximações entre palavra-imagem-educação-vida.
Em geometria da dissolução (2024) da série como redesenhar pirâmides, a artista se propõe a abordar o declínio de estruturas de dominação política, jurídica e histórica, a partir de aproximações entre a fabulação poética, a especulação política e a abstração pictórica. Apagar arestas, compor com carvão e escrever com borracha são experimentos visuais que propõem para dissolver, planificar, distribuir e decodificar a forma da pirâmide nesta obra.




