Lances iniciais em 19/10
Porcelana esmaltada, areia, tricô e cabo de aço
Daniel Albuquerque (1983) vive e trabalha entre Rio de Janeiro e São Paulo. Sua prática artística teve início em 2012, mesmo ano em que começou a pós-graduação em Arte e Filosofia na PUC-Rio e cursos na EAV Parque Lage. Dentre suas exposições estão as individuais SCREENS SEX LOVE DEATH, Freddy Biz, Harris, Nova York (2023); Fissura// Inquisição, Marli Matsumoto Arte Contemporânea, São Paulo (2022-2023); Piece of me, Auroras, São Paulo (2021); Cômodo, Pivô, São Paulo (2019-2020); Batom, Galeria Cavalo, Rio de Janeiro (2018); Oral, BFA – Boatos Fine Arts, São Paulo (2017).
Entre as coletivas das quais participou, destacam-se O fiar – pontos, nós e cortes, Casa de Cultura do Parque, São Paulo (2025); Liga pontos, Tropigalpão, Rio de Janeiro (2023); 36o Panorama da Arte Brasileira, MAM São Paulo (2019); The House where you live forever, Garage Rotterdam, Rotterdam (2019); Perdona que no te crea, Carpintaria, Rio de Janeiro (2019); A terceira mão, Fortes D’Aloia Gabriel, São Paulo (2017); Choro e lágrimas não têm sotaque, Camden Arts Council, Londres (2016); Lastro em campo, SESC Consolação, São Paulo (2016); Permanências e Destruições, Rio de Janeiro (2016). Em 2021 tornou-se mestre pelo Programa de Pós-Graduação em História Social da Cultura na PUC-Rio com a dissertação intitulada “Ivens Machado: desenhos”.
Sobre Paralelas (2025), Albuquerque explica que nasceu no mês de Janeiro e que, ainda criança, ouviu dizer que ele foi nomeado assim por conta de Jano, deus romano que tem duas faces diametralmente opostas: uma olhando para o passado e a outra para o futuro. Diante dessa imagem, se perguntou “isso significa dizer que o tempo é linear?”. Acreditando que não, e que a maneira como o experimentamos menos ainda, vem desenvolvendo línguas com duas pontas que se contorcem, se encaram ou se desencontram. Paralelas é um trabalho sobre corpo e tempo.




