Lances iniciais em 19/10
Pintura sobre papel. Ed. única
assume vivid astro focus (AVAF) foi fundado por Eli Sudbrack (1968) em 2001, e hoje é uma dupla com o artista francês Christophe Hamaide-Pierson (1973). AVAF trabalha em uma ampla gama de mídias, incluindo instalações, pintura, desenho, vídeo, escultura, neon, papel de parede. Frequentemente, confronta códigos culturais arraigados, questões de gênero e política por meio de uma superabundância de cores e formas. Com uma trajetória de duas décadas, tornou-se conhecido por instalações imersivas e sensorialmente carregadas que reúnem a interação entre cor e forma de maneira única. A abundância de cores sempre foi um traço característico do trabalho de AVAF como uma poderosa forma convergente de comunicação.
Individuais recentes incluem amarelo vento azul floral (as cores se acumulam em sua atmosfera tecendo luz), Casa Triângulo, São Paulo (2023); Alterações Vividas Absolutamente Fantasiosas, Sesc Avenida Paulista, São Paulo (2023); Bona to vada your dolly bold eek, Lamb Arts, Londres (2022); Hairy What? Hairy How?, Tibor de Nagy Gallery, Nova York (2021); I want, I want (angry voices angel faces), Galerie Hussenot, Paris (2020).
Ghetto foot stepping on boob dick snake [Pé com unhas longas pisando na cobra peito pau] (2013) foi produzida nos primórdios do Pivô, quando Fernanda Brenner convidou AVAF para utilizar o espaço como ateliê. Lá produziram pinturas para a exposição Alisabel Viril Apagão Fenomenal, que foi dedicada à São Paulo. A ideia era falar da exploração imobiliária desvairada que acontecia na cidade naquele momento, especialmente na região do Baixo Augusta, tradicional bairro boêmio com uma forte presença queer, que passava por uma tentativa de gentrificação, com sobrados sendo demolidos para abrir espaço para enormes edifícios espelhados – construções novas totalmente desconectadas do contexto local.
Com o propósito de falar sobre a tentativa de erosão da identidade original da cidade, bem como de suas diferentes populações, trabalharam em uma série de pinturas que mostram corpos trans desconstruídos (mas resistentes e na luta) pela violência de uma cidade sem planejamento e que regularmente oprime populações queer e outras comunidades desfavorecidas, com o objetivo de “higienizar” bairros com potencial imobiliário.




