Lances iniciais em 19/10
Rasura, impressão a jato de tinta em papel Museum Etching Hahnemühle 350g. Ed. 1/5 +2 PA
PV Dias (1994) é um artista amazônico, nascido no Pará e radicado no Rio de Janeiro, Brasil. Estudou pintura, colagem e outras práticas artísticas na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, e é doutorando em ciências sociais pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Ao se desdobrar sobre arquivos históricos, sua pesquisa articula novas narrativas, fabulações críticas e rasura de histórias em um território colonizado. Paralelamente a essa pesquisa, também se debruça sobre questões estéticas como a musicalidade afro-diaspórica e popular em territórios americanos. Cria a partir de diversas práticas artísticas, entre elas pintura, fotografia, vídeo e arte digital.
Em 2024, inaugurou sua primeira exposição individual, Rádios-Cipós, no 33º Programa de Exposições do CCSP (São Paulo). Entre as exposições das quais participou nos últimos anos, destacam-se Bienal da Amazônia, em Belém do Pará (2023), Amazônia Açu, na Americas Society, em Nova Iorque; Warmth; no One Gee in Fog, em Genebra; Salão Arte Pará, em Belém; Bloco do Prazer, Funk! e Casa Carioca, no Museu de Arte do Rio; Habito-Habitante, no Parque Lage; Pretagonismos no Acervo do Museu Nacional de Belas Artes, no BNDES Cultural; e O Espaço Dividido, no Goethe Institut Salvador. Suas obras integram os acervos públicos da Coleção Amazoniana (Universidade Federal do Pará), do Museu de Arte do Rio (RJ), da Coleção de Arte da Cidade de São Paulo (SP) e do Museu Nacional de Belas Artes (RJ).
Lagoa das Tretas (2025) foi apresentada na exposição Rio de Janeiro XIX-XXI, na Casa Museu Eva Klabin (RJ) e na Casa Museu Ema Klabin (SP). Na ocasião, o artista desenvolveu uma série de rasuras sobre o álbum Souvenirs de Rio de Janeiro (1836), de Steinmann, pertencente ao acervo de Ema Klabin, e também sobre algumas paisagens cariocas realizadas por Rugendas no século 19, da coleção de Eva Klabin – como é o caso da imagem utilizada aqui.
A obra faz parte da série Disse-me-disse, na qual Dias investiga os sons de revolta e os aspectos visuais do cochicho, interrompendo a paisagem passiva do Rio de Janeiro tal como desenhada pelos artistas viajantes.




