Lances iniciais em 19/10
Inteligência artificial, impressão fine art
Mayara Ferrão (1993) é artista visual e diretora criativa, formada em artes visuais pela Universidade Federal da Bahia. Seu processo artístico abrange fotografia, ilustração, pintura, direção criativa e de cena, utilizando tecnologias de imagem, inteligência artificial e vídeo para criar, construir e difundir narrativas de corpos negros, originários e dissidentes. Dirigiu o filme Orixás Center (2021), premiado na 5ª Mostra Lugar de Mulher é no Cinema.
Em 2024, esteve em residência artística no Pivô Arte e Pesquisa de Salvador, e publicou seu ensaio Álbum de Desesquecimentos na Revista ZUM. Participou de diversas mostras coletivas, como: Histórias LGBTQIA+ no MASP; Ancestral: afro américas – Estados Unidos e Brasil no Museu de Arte Brasileira da FAAP; Memórias Habitadas no SESC-RJ; Inomináveis Presenças no Centro Cultural Banco do Brasil; Raízes: começo, meio e começo no Museu Nacional da Cultura Afro-brasileira; e ANCESTRAL FUTURES: BRAZILIAN CONTEMPORARY SCENES, em Arles. Recentemente seu trabalho passou a integrar o acervo permanente do Museu de Arte de São Paulo (MASP). Além disso, Ferrão teve sua primeira exposição individual, intitulada “O primeiro rastro foi água”, em 2025, mesmo ano em que foi vencedora como artista revelação do SAUER Art Prize na SP-Arte 2025.
O beijo 2 (2024) faz parte da série O Álbum de Desesquecimentos, que investiga as relações entre imagem, memória e colonialidade. A partir do encontro entre arquivo, fotografia analógica e inteligência artificial, a obra propõe um exercício de reconstrução simbólica de narrativas apagadas, com foco em mulheres negras e originárias invisibilizadas pela historiografia oficial, compreendendo o ato de fabular como metodologia crítica e poética, capaz de tensionar os limites entre documento e invenção, presença e ausência, realidade e ficção. O trabalho esteve na exposição Indomináveis Presenças, do Centro Cultural Banco do Brasil (2025).




