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Dani Cavalier
Lote 072
Neo-neo RJ 02
Dani Cavalier
Lote 072
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Lances iniciais em 19/10
Neo-neo RJ 02, 2024

Pintura sólida de lycra tensionada sobre chassi

30 x 30 x 3 cm
R$ 12600,00
lance inicial
Confira os lances

Dani Cavalier (1993) vive e trabalha no Rio de Janeiro. Através de desenhos, pinturas, instalações e esculturas, a artista explora temas relacionados ao corpo, à espiritualidade e à história do poder e da marginalização das mulheres.

Nos últimos três anos, Cavalier tem desenvolvido sua pesquisa e prática artística em torno do que chama de “pinturas sólidas.” Partindo dos elementos fundamentais da pintura convencional — como o chassi, a tela tramada, as cores e a noção de composição — ela substitui tinta e pincel por retalhos coloridos de Lycra coletados em fábricas de moda praia no Rio de Janeiro. Ao criar essas pinturas sólidas, a artista trabalha com justaposições de blocos de cor e a materialidade do tecido, que substitui a tela tradicional e envolve o chassi. O resultado é uma composição entrelaçada de cores que existe sem um dentro ou fora, sem frente ou verso, e que estabelece uma relação participativa com o espectador quando em grandes formatos.

Essa pesquisa encontra suas raízes em técnicas têxteis tradicionais transmitidas de geração em geração por mulheres em contextos historicamente apartados das chamadas Belas Artes. Cavalier atua nessa cisão, borrando as fronteiras entre o que é considerado arte e o que é, pejorativamente, considerado artesanato.

Dentre as exposições das quais participou, destacam-se: Geometria Crepuscular, A Gentil Carioca, Rio de Janeiro (2024); Bronze Noturno, Galeria Refresco, Rio de Janeiro (2024); Ecos da Intimidade, Vórtice Cultural, São Paulo (2024); Do Desenho, Centro Cultural dos Correios, Rio de Janeiro (2024); e Acordes, Largo das Artes, Rio de Janeiro (2022). Em junho de 2025, realizou sua primeira exposição individual na Galatea, em São Paulo.

Neo-neo RJ 02 (2024) faz parte da série Neo-neo, em que Cavalier aproxima a pintura sólida do legado neoconcreto. Se o neoconcretismo propunha um “novo concreto”, Neo-neo sobrepõe-se a ele com ironia e afeto, retomando o debate da forma e da cor pela concretude do tecido tensionado. As obras evocam o Rio de Janeiro — o corpo, o calor, o biquíni, a luz — e transformam esses elementos em campos plásticos de vibração e desejo, onde a superfície torna-se pele e o gesto manual se converte em pensamento.