Lances iniciais em 19/10
Aquarela com aplicação de búzios e miçanga sobre papel 300g/m. Ed. única
Ludimila Lima (1993) é artista visual, vive e trabalha em Salvador. Iniciou sua trajetória com desenhos, pinturas em tecido e graffiti, e hoje é artista multidisciplinar e pesquisadora.
Inspirada pelas histórias de luta de seus ancestrais e pelas vivências cotidianas da Bahia, Ludimila entende sua arte como expressão e (re)existência. Por meio dos traços e cores-água da aquarela, da acrílica e da materialidade ancestral do barro, ela exterioriza o que seus olhos, corpo e sentidos captam do mundo. Sua produção constrói um universo poético particular, onde a fluidez da água e a solidez da terra se encontram para dar forma às memórias, afetos e experiências que atravessam sua existência. Filha do Recôncavo Baiano, território de memória, resistência e saberes, suas obras fazem atravessamento entre ancestralidade, pertencimento, cultura e afetos.
Em 2023, realizou sua primeira exposição individual na Casa da Cultura Galeno D’Avelírio, em Cruz das Almas, e no Museu Galeria Hansen Bahia, em Cachoeira. Em 2024, participou das exposições Memórias para Dona Antônia, Acervo da Laje, Salvador; Raízes: Começo, Meio, Começo, Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira; e Confluências e Fabulações Líquidas, Museu de Arte Moderna da Bahia. No mesmo ano, realizou mobilidade artística e exposição individual no Instituto Guimarães Rosa, em Maputo, Moçambique. Em 2025, integra a exposição Ritmos Visuais: Uma Jornada pela História da Micareme, no Sesc de Feira de Santana. Participou das residências artísticas Afrotonizar.Lab e Pivô Salvador em 2025.
Trono ancestral do Gantois (2025) reverencia a força e a permanência das ancestralidades que habitam o terreiro do Gantois, um dos mais importantes espaços de tradição e resistência da Bahia. A figura central, assentada em trono, simboliza a realeza, dignidade e espiritualidade de Mãe Menininha do Gantois. Enquanto os búzios e as contas remetem ao sagrado e à oralidade que atravessam gerações. O rosto não definido abre espaço para a presença coletiva dos que vieram antes e dos que continuam a manter viva a herança afro-brasileira. A obra propõe um encontro com a memória, a fé e o legado que sustentam a continuidade da vida e da cultura.




