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LANCES INICIAIS
LANCES FINAIS
Caroline Ricca Lee
Lote 058
Sonho de dois gumes
Caroline Ricca Lee
Lote 058
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Lances iniciais em 19/10
Sonho de dois gumes (Double-Edged Dream), 2025

Resina, correntes, porcelana, objetos coletados, herdados ou roubados (1950—2024)

67 x 9 x 6 cm
R$ 14000,00
lance inicial
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Caroline Ricca Lee (1990) é artista cuja prática investiga a memória, arquivamento e ficção das diásporas asiáticas no Brasil e América Latina. Em sua pesquisa, dedica-se às histórias não-oficiais preservadas em registros alternativos como arquivos pessoais, memorabílias ancestrais, fotografias de família e cartografias corpóreas. Trabalha com escultura, instalação, escrita, performance e vídeo. A estética sincrética de seu trabalho revela um repertório em que ancestralidade asiática e cultura brasileira colidem para dar forma a uma visualidade ruidosa, intrínseca à tapeçaria de uma identidade multicultural e diaspórica.

Recebeu o Prêmio ISOLA SICILIA 2023 na 30ª edição da Artissima Fair (Turim, Itália) e foi selecionada em 2025 pela Swiss Arts Council Pro Helvetia South America. Já foi artista residente na Internationales Künstlerhaus Villa Waldberta, Alemanha (2016); Fondazione Oelle, Itália (2024); Pivô Pesquisa, Brasil (2024); IASPIS, Suécia (2025); La Becque, Suíça (2025).

Destacam-se as exposições: rest at risk, Pivô, São Paulo (2025); Recollection of Dreams, Tube Culture Hall, Milão (2024); The Appearance: Art of the Asian Diaspora in Latin America & the Caribbean, America’s Society, Nova York (2024); terra abrecaminhos, Sesc Pompéia, São Paulo (2023); 1º Salão Nacional de Arte Contemporânea de Goiás, Museu de Arte Contemporânea de Goiás, Goiânia (2022); 31ª Mostra de Exposições, Centro Cultural São Paulo, São Paulo (2021).

Sobre Sonho de dois gumes (2025), Carolina Ricca Lee diz: “Dentre os arquivos não oficiais, o corpo talvez seja aquele que carrega a maior potencialidade de arquivamento. Contudo, quando a manutenção do bem-viver é continuamente atravessada por violências estruturais, históricas e cotidianas, como os corpos diaspóricos negociam entre cuidado e controle, sonho e trauma, descanso e risco? A partir dessas tensões, a obra Sonho de Dois Gumes encapsula em si a ambiguidade entre memória e esquecimento, entre o gesto doméstico e o corte simbólico”.