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LANCES INICIAIS
LANCES FINAIS
Hal Wildson
Lote 054
Floresta Marginal II
Hal Wildson
Lote 054
Arrematada CADASTRE-SE
Lances iniciais em 19/10
Floresta Marginal II (Utopia Original), 2024

Datilografia sobre papel

136 x 101 x 5 cm
R$ 32900,00
lance inicial
Confira os lances

Hal Wildson (1991) é artista multimídia e poeta, nascido em 1991 no Vale do Araguaia, território-limite entre Goiás e Mato Grosso, região marcada por disputas de terra, memória e poder. Vive e trabalha em São Paulo.

Sua obra parte da experiência vivida no sertão do centro-oeste, atravessada por uma herança familiar mestiça, marginalizada e profundamente conectada às contradições da história nacional. Hal investiga arquivos, documentos, objetos e símbolos da construção do Brasil, tensionando narrativas oficiais e resgatando fragmentos de histórias silenciadas. Em sua poética visual, o artista revisita imagens e gestos fundadores do imaginário latino-americano, revelando as marcas do esquecimento forjado pelo colonialismo, pelo coronelismo e pelo extrativismo às margens do Rio Araguaia.

O artista parte da ideia de “reflorestamento do imaginário” para “reivindicar o futuro através das sementes que plantamos no passado”. Ao investigar o conceito e a origem da Utopia Brasileira, mergulha em uma pesquisa documental, elaborando uma imagem que mescla o documental e o ficcional para abordar questões contemporâneas e refletir sobre como narramos e registramos a história. As questões do seu lugar de origem são essenciais para entender a pesquisa de Wildson, que acredita que olhar para as histórias esquecidas do país é também curar feridas abertas de uma família marcada pela violência e pelo abandono do estado.

Em Floresta Marginal II (2024), ele reescreve esses apagamentos questionando o lugar da utopia dentro da mitologia brasileira. Explica que sua utopia é com Y, de “Re-Utopya”, pois se baseia nos conhecimentos ancestrais para fundamentar o futuro, e afirma que é impossível pensar na construção desse “Brasyl” sem evidenciar a sabedoria e importância dos povos indígenas na proteção das florestas e na construção de “um novo imaginário coletivo capaz de nos salvar do abismo que nos encara”.