Lances iniciais em 19/10
Acrílica e técnica mista sobre tela
MOARA TUPINAMBÁ (1983) é artivista transdiciplinar e curadora. É tupinambá da Amazônia e trabalha com colagem, pintura, arte têxtil e muralismo, entrelaçando saberes ancestrais, espiritualidade e crítica contracolonial. Suas obras transitam entre territórios urbanos e a floresta, com foco na memória e na resistência indígena.
Participou de importantes exposições no Brasil e no exterior, e entre suas mostras individuais destacam-se: Mirasawá, o que a tempestade não leva (Museu Nacional da República, 2025), Maenry – Tupinambá, eu existo (Museu do Estado do Pará, 2024), Ressurgences of Amazon (Kunstraum Innsbruck, Áustria, 2021) e Kunhã Strength (Aesop Sydney, Austrália, 2020).
Integrou mostras coletivas como Ta’ãngaa, os indígenas por eles mesmos (2025), Bienal de Sydney – NIRIN (Austrália, 2020) e I Bienal das Amazônias (Belém, 2023), além de itinerâncias no Maranhão (2024) e na Colômbia (2025). Recebeu distinções como o Prêmio Instituto Tomie Ohtake (2022) e o Prêmio Salão Paranaense – MAC-PR (2020), e participou da 30ª edição do Programa de Exposições do CCSP (2020).
A eterna dança (2014) marca um momento inaugural na trajetória de Moara Tupinambá, ainda assinando “Moara Brasil”. Nesta obra, a artista explora um universo imagético onde corpo, natureza e cosmos se entrelaçam em movimento contínuo. A figura central, envolta por flores, folhas e elementos etéreos, evoca a força feminina ancestral que dança entre mundos, conduzindo o olhar para uma dimensão espiritual e onírica.
Essa pintura expressa a busca da artista por reconectar-se às memórias indígenas e à paisagem amazônica, ainda no início de sua caminhada artística. As cores intensas e as texturas matéricas revelam uma experimentação intuitiva que antecipa temas centrais de sua produção posterior: espiritualidade, território e resistência. Hoje, essa obra é um testemunho sensível das origens de sua poética visual.




