Lances iniciais em 19/10
Borracha natural, tecido, fio de algodão, anilina, folha de ouro, tubo de metal
Julia Retz (1987) é uma artista e designer brasileira que vive entre São Paulo e Rio de Janeiro. É bacharel em artes visuais e design, com foco em audiovisual, pela Gerrit Rietveld Academie, em Amsterdã (2011), e mestre em Arquitetura de Interiores pelo Sandberg Institute (2013).
Seu trabalho se desenvolve na intersecção entre as artes visuais, o design de mobiliário e a arquitetura de interiores. Seus projetos foram apresentados em exposições nacionais e internacionais, como Órganos Inespecíficos no MACBA (Buenos Aires), Arte Naïf – Nenhum Museu a Menos na EAV – Parque Lage (Rio de Janeiro), Montes No Visibles na Tomas Redrado Art (Miami), Flâneuses? na La Box_ENSA (Bourges) e Project Expanded Performance: The City School no Stroom (Haia). Entre suas mostras individuais, se destacam An Apartment for a Gymnastic Teacher – Part II no The Office of the Imaginary (Amsterdã) e Space Proposals na CAVE Gallery (Tóquio). Seu trabalho em design se estende a encomendas públicas, incluindo peças de mobiliário para institutos no Brasil e Estônia.
Julia participou de diversas residências artísticas, como Pivô Pesquisa (São Paulo), Capacete (Rio de Janeiro), Salta Art Foundation e European Exchange Academy (Alemanha). Também ministrou palestras e workshops em instituições de prestígio ao redor do mundo.
Em Plano Urbano – Cidade Radiante (2025) o desenho é construído a partir de um recorte do plano urbano da Cidade Radiante (Ville Radieuse), cidade utópica e modelo teórico projetado pelo arquiteto Le Corbusier em 1931. A borracha é utilizada em camadas finas de látex líquido sobrepostas, formando uma superfície semirrígida, translúcida e elástica. Essa materialidade cria uma tensão entre fragilidade e estrutura, permitindo que a luz atravesse a obra e revele a trama das costuras e o desenho impresso.
A obra faz parte da investigação da artista sobre cidades modernistas e seus planos urbanísticos, e propõe uma reflexão sobre o significado da construção e do planejamento de cidades utópicas em territórios considerados “vazios”, questionando as ideias de ocupação, desenvolvimento e modernização que sustentaram o projeto modernista e sua dimensão colonizadora.




