Lances iniciais em 19/10
Madeira, folha de madeira, barra de latão, letras de metal, ferro
Erica Ferrari (1981) é artista visual e pesquisadora. Doutora pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) e pela Universität der Künste Berlin (UdK). Mestre e bacharel pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Nos últimos anos produziu objetos e instalações a partir de pesquisa em torno das relações entre espaço urbano, escultura e prática social.
Dentre suas exposições individuais, destacam-se Estudo para monumento, Funarte, São Paulo (2017); Has always been dystopia, XPO Gallery, Enschede (2019); Memory-Lab Pavilion, Jester, Genk (2022); e Letter of time, The Mill, Vicksburg (2023). Ela também participou de exposições coletivas como InterAKTION, Sacrow House, Berlim (2015); 32ª Bienal de Artes Gráficas; Museu de Artes Gráficas, Liubliana (2017); Novas Efervescências, Espaço Cultural Porto Seguro, São Paulo (2019); 37o Panorama da Arte Brasileira, Museu de Arte Moderna, São Paulo (2022/2023).
Ferrari foi artista residente em diversas instituições, incluindo Sculpture Space em Nova York e Pivô em São Paulo. Recebeu prêmios como o LIAEP – Lighton International Artists Exchange Program (2020) e o Prêmio FUNARTE de Arte Contemporânea (2015). Suas obras estão em importantes acervos, como o Museu Nacional da República de Brasília e o Museu de Arte do Rio de Janeiro.
Vocabulário de trabalho (2024) é parte de uma série de mesmo nome que parte do mapeamento de uma produção escultórica não hegemônica e anônima relacionada à arquitetura da cidade para a criação de relevos instalativos ou objetos tridimensionais. Trata-se de uma proposta que investiga a construção de marcos de memória no contexto urbano, especificamente em cidades com histórico de urbanização, migração e sobreposições memoriais, especulando sobre novas formas de pensar o monumento. A ideia é mapear uma produção escultórica de outra ordem, geralmente associada ao trabalho anônimo e serial, presente especialmente em construções ligadas às classes trabalhadoras, e que formam um importante lastro de memória física constantemente ameaçada pela especulação imobiliária.




