Lances iniciais em 19/10
Prata e caixa de veludo
Busca (1988) é artista visual e pesquisador residente em Salvador. Mestre em processos criativos e doutorando em teoria e história da arte, seu trabalho investiga a tensão entre objetos cotidianos e linguagens da arte, utilizando farsa, ironia e performatividade para reinventar a realidade. Cocriador do Circuito de Arte em Boteco (CAB), projeto que transforma bares em espaços de experimentação artística e de interação direta com o público, Busca explora relações entre trabalho, economia e ritual no cotidiano urbano.
Falso Brilhante (2025) apresenta um anel de prata no qual a pedra preciosa é substituída por uma pedra de crack. O gesto simples e provocador inverte os códigos de valor e desejo, transformando o símbolo de status em um comentário direto sobre a desigualdade e as ilusões de brilho que atravessam a sociedade contemporânea.
A obra propõe uma reflexão sobre o que é considerado precioso, deslocando o olhar entre luxo e marginalidade, consumo e sobrevivência. Em Falso Brilhante, o que brilha é o abismo entre aparência e realidade.




