Lances iniciais em 19/10
Recorte em resina plástica e acrílica sobre tela. Ed. única
Desali (1983) é formado em artes plásticas pela Escola Guignard (UEMG). Participou das exposições: Historias Brasileiras, do MASP; Quilombo: vida, problemas e aspirações do negro, no INHOTIM; Brasil Futuro, no Museu Nacional da República, em Brasília; Enciclopédia Negra, na Pinacoteca de São Paulo; Carolina Maria de Jesus: Um Brasil para os brasileiros, no Instituto Moreira Salles; Sertão, Panorama 36 no MAM SP; Bolsa Pampulha, no MAP; 32ª edição do Salão Arte Pará; Salão de Itajaí e Salão de Goiás. Além disso, participou também do ciclo de residência Pivô Pesquisa e possui obras na coleção Arte da Cidade, do Centro Cultural São Paulo (CCSP), e nos acervos do Museu de Arte da Pampulha (MAP), da Pinacoteca de São Paulo, e do Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, MG.
Criador do Coletivo Piolho Nababo, está há dez anos em Belo Horizonte e transita por múltiplas linguagens, incluindo grafite, fotografia, vídeo e intervenção urbana. Promove o contato entre a margem e o centro, questionando as instituições artísticas tradicionais e seu colonialismo, e contaminando esses espaços com as ruas.
suplemento ardil (2025) faz parte da instalação Pesa nervos, sobre a plastificação de mundos. A técnica utilizada na pintura combina resina e cola, emulando a maleabilidade do plástico, e evocando a artificialidade inerente do cotidiano à construção social hierárquica de gênero e raça, nas palavras de Desali, “plástica como o totem petrolífero do patriarcado, plástica como o dildo”. O plástico proveniente do petróleo, outrora símbolo de imposição e controle neoliberal, é aqui subvertido em uma nova redenção.
A obra, assim, materializa a crítica petrossexorracial de Preciado, expondo a intrínseca ligação entre a exploração de combustíveis fósseis, a normatividade de gênero e a hierarquia racial.
O trabalho foi parte da exposição Nossa Senhora do Desejo, realizada na Galeria Almeida & Dale, com curadoria de Lisette Lagnado.




