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Caio Carpinelli
Lote 021
Lete
Caio Carpinelli
Lote 021
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Lances iniciais em 19/10
Lete, 2025

Óleo sobre tela

101 x 80,5 x 3,5 cm
R$ 24500,00
lance inicial
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As pinturas de Caio Carpinelli (1993) encontram grande inspiração na maneira metafísica de pintar, transformando o preto de uma simples tonalidade em uma fonte dinâmica de iluminação.

Em seu trabalho, o preto não simboliza escuridão, mas se torna um canal ativo para a luz. Suas pinturas desafiam os conceitos convencionais de cor, apresentando superfícies que refletem, absorvem e interagem com a luz de maneiras que jogam com a percepção do espectador. Através da interação entre textura e profundidade, desenhando e distorcendo o que é visto, as obras de Carpinelli convidam ao engajamento visual e despertam a imaginação.

Cada obra serve como uma investigação inovadora sobre o potencial ilimitado da pintura, ampliando os limites da linguagem abstrata em direção à espiritualidade. Assim, o estilo minimalista de Carpinelli provoca fortes reações emocionais por meio de suas decisões artísticas refinadas, mas impactantes.

Nas palavras do curador Lucas Albuquerque:

“Na série de pinturas Lete (2025), o corte precede a pintura: seccionando a tela em cinco faces obtidas ora a partir da regra 3÷3, ora da proporção áurea, o artista constrói uma forma em perspectiva que converge para o centro. A tinta a óleo então entra em cena, cobrindo as áreas em pinceladas repetitivas, obsessivas em esconder o próprio rastro. Se porventura a membrana escura oculta as linhas do observador mais desatento, suas arestas ludibriam os sentidos e fazem lembrar chapas de aço – algo como observar pelo avesso os cubos de Tony Smith, a partir de dentro.

O título Lete, palavra em grego antigo para “esquecimento” e oposto complementar de Aleteia, “verdade”, conduz a uma discussão sobre a natureza ambivalente da pintura: ao mesmo tempo em que encena uma ficção acerca do que está para além de sua superfície, é também materialidade encarnada. Ao passo que expõe a ferramenta mestra que sustenta a farsa figurativa, Carpinelli disseca sua função no ensaio de uma abstração. Novamente, um duplo.”