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LANCES FINAIS
Florencia Sadir
Lote 166
Campo de tension: Devenir del Tietê
Florencia Sadir
Lote 166
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Lances iniciais em 19/10
Campo de tension: Devenir del Tietê, 2025

Águas do rio Tietê, vidro soprado

16 x 47 x 14 cm
R$ 22400,00
lance inicial
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FLORENCIA SADIR (1991) cresceu em Cafayate, Salta e estudou na Faculdade de Artes da Universidade Nacional de Tucumán, Argentina. Participou do programa de estudos na Flora Ars + Natura School, em Bogotá, Colômbia (2019); concluiu o Programa de Artistas da Universidade Torcuato Di Tella, em Buenos Aires (2020-21); participou da residência FAARA na Fundação Ama Amoedo, em José Ignacio, Uruguai (2023), e em 2025 participa da residência Pivô Arte Pesquisa, em São Paulo.

Entre suas exposições mais notáveis estão: Todavía las cosas hacían sombra, Museum of Contemporary Art of Salta (2021); Still Alive, Aichi Triennale, Tokoname, Japão (2022); e Florencia Sadir: Ofrenda al sol, Museum of Modern Art of Buenos Aires (2022). Suas obras integram as coleções do Museum of Modern Art of Buenos Aires, do Museum of Modern Art of Bogotá e de coleções particulares na América Latina.

O trabalho de Florencia Sadir nasce de um olhar atento e sensível sobre o território, onde o saber ancestral se cruza com o pensamento político, poético e situado. Por meio de instalações, esculturas e desenhos, sua obra destaca as formas pelas quais os materiais naturais são transformados por tecnologias ancestrais, em um esforço para restaurar a memória ferida do mundo e superar a centralidade humana que silencia outras presenças. O sol, o vento, a água, a fumaça e o fogo são elementos fundamentais em seu processo criativo — um conjunto de forças sutis que oscilam entre a abstração e a ternura, navegando entre a violência colonial, a precariedade e a resistência.

Campo de tensión: Devenir del Tietê (2025) foi criada a partir da pesquisa realizada pela artista durante sua residência no Pivô, com foco no Rio Tietê e em seu peculiar fluxo “reverso”, que atravessa o interior do Brasil e deságua no Rio Paraná.

Dois corpos d’água do mesmo rio permanecem contidos dentro de uma estrutura de vidro. De um lado, a nascente; do outro, o trecho poluído. Entre eles, um limite invisível mantém a diferença e a tensão do encontro.

A peça observa o devir do rio: sua transformação constante, sua impossibilidade de permanecer o mesmo. Como na imagem heraclitiana, o fluxo nunca se repete: a água muda, o território muda, e o observador também.

O equilíbrio é só uma pausa. O rio continua.