Lances iniciais em 19/10
Óleo sobre madeira
Brisa Noronha (1990) trabalha com diversos suportes, como desenho, pintura, fotografia, vídeo, cerâmica e porcelana. Sua pesquisa estabelece-se ao redor da participação ativa da matéria ao longo do processo de criação, com atenção aos caminhos, limites e instabilidades definidas através do contato com cada material. Seus trabalhos estão vinculados à investigação da prática, resultantes de experimentos que aproximam a ação intencional ao inesperado, a ordem ao espontâneo.
Ela é mestre em artes visuais pela Universidade de São Paulo (202023) e Bacharel em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2015) e em Artes Visuais pela Faculdade Santa Marcelina (2015). Em 2017 recebeu bolsa do programa Freedom to create, da residência artística Arteles, Finlândia. Em 2015 foi premiada no 22º Salão de Artes Plásticas de Praia Grande, em São Paulo.
Dentre suas exposições individuais destacam-se Todos os corpos frágeis, Luisa Strina, São Paulo (2025); MIA Anywhere, MIA Collection Virtual Museum (2020); As saboneteiras, Museu de Arte de Ribeirão Preto (2019); Guardar uma coisa, Galeria Murilo Castro, Belo Horizonte (2018). Brisa Noronha também vem integrando exposições coletivas que abriram espaço para novas e relevantes discussões no cenário artístico contemporâneo, tais como: Mãe, Espaço Cama, São Paulo, SP (2022); Semana Sim, semana não: paisagens, corpos e cotidianos entre um século, Casa Zalszupin, São Paulo (2022); Diamante-grafite-carvão, Fonte, São Paulo (2021); Nothing’s gonna change my world?, Gr_und, Berlim, Alemanha (2021), entre outras.
Na prática de Brisa Noronha, a pintura integra uma investigação sobre os sistemas e objetos que, de diferentes maneiras, sustentam a vida. Nada acontecendo à noite (2025) é um trabalho composto por finas camadas de tinta a óleo, diluídas e translúcidas, que criam uma superfície porosa e luminosa. Em composições desse tipo, objetos domésticos frequentemente surgem em suspensão, entre sonho e memória.




