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LANCES INICIAIS
LANCES FINAIS
Isabela Seifarth
Lote 160
Se não tenho colegas universitários, tenho milhões destes universais
Isabela Seifarth
Lote 160
Arrematada CADASTRE-SE
Lances iniciais em 19/10
Se não tenho colegas universitários, tenho milhões destes universais, 2024

Acrílica sobre tela

25 x 25 x 3 cm
R$ 3150,00
lance inicial
Confira os lances

Isabela Seifarth (1989) é artista visual e trabalha sobretudo criando narrativas transmitidas através da pintura. Sua pesquisa permeia o universo das tradições da Bahia e do Recôncavo Baiano, incluindo seus acervos materiais e imateriais, e aproximando os elementos da cultura popular e seus lugares.

Participou de exposições coletivas no MAM-Bahia, Museu Afrobrasileiro UFBA, Casa do Benin, Solar Ferrão e MAC-Bahia – no acervo do qual tem duas obras. Fez parte também da residência Fluxos: acervos do Atlântico Sul, com participação na 30ª Bienal de Dakar (DAKART), Senegal (2022). Começou a atuar como muralista na cidade de Salvador com o painel Salvem as Matas, Salve à Cabocla! (2021), parte do Projeto Mural, e realizou recentemente um grande painel no bairro do Curuzu com o projeto Tem arte nas ruas. Participou como artista dos eventos SSA Mapping (2018, 2023 e 2024) – tendo o vídeo Feira Livre premiado em 2018 – e Bumba-meu-mapping, São Luís do Maranhão (2025).

Se não tenho colegas universitários, tenho milhões destes universais (2024) foi criada a partir de pesquisa realizada no arquivo público da cidade de São Félix, no Recôncavo Baiano. A obra traz uma sobreposição de imagens que nos convida a refletir sobre as contradições do acesso ao conhecimento e à cidadania no Brasil. Nela, justapõe-se duas cenas: de um lado, crianças segurando o diploma de alfabetização; de outro, adultos enfileirados em burocracias cotidianas.

Essa sobreposição propõe um olhar crítico sobre o ciclo da exclusão educacional. O título da obra, Se não tenho colegas universitários, tenho milhões destes universais, evidencia a ideia de pertencimento e resistência coletiva diante da marginalização educacional. Ao reconhecer os mais de 9 milhões de brasileiros não alfabetizados (IBGE- 2024), vemos a realidade das pessoas que aprendem a ler o mundo sem nunca terem sido ensinadas formalmente a decifrar palavras. É assim que surgem muitas manifestações populares, como uma ressignificação da exclusão, transformando o saber da escola da vida em linguagem universal.