Lances iniciais em 19/10
Giz pastel em papel Water Found 300g
iahra (1993) trabalha com diferentes materiais-invólucros, buscando a forma a partir da experimentação, de processos e de abstrações. Desenvolve sua prática-pesquisa com base em uma poética topológica e em sua relação transdisciplinar com elementos que evocam envolvência, revestimento e tramas — tecido, papel, ráfia, concreto e vidro. Suas obras evidenciam tensões e conflitos entre matéria, forma, texturas e planos cromáticos, atravessadas por conceitos metafísicos e cósmicos.
Iniciou seus estudos em cursos livres na Escola de Artes Spectaculu e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. É técnica em design de moda pela Anhanguera e graduanda em escultura na Escola de Belas Artes da UFRJ. Foi artista residente na Elã, residência formativa no Galpão Bela Maré (2022), e no programa de residência do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2020). Participou das coletivas Vida transbordante e os desejos do mundo, Solar dos Abacaxis (2023) e Histórias LGBTQIP+, MASP (2021), além de realizar sua individual na 33ª edição do Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo (2024).
desenhei os riscos, cortei com linhas o plano (2024) é um exercício no qual iahra desenhou riscos no plano do papel com o objetivo de criar outra forma – para isso, explorou diferentes ângulos, utilizando traços curvilíneos e circularidade. O trabalho é uma abstração investigativa pelo cartesianismo moderno que busca revelar outras perspectivas do espaço e do tempo. Ao mesmo tempo, se apropria da linguagem modernista neoconcreta ao repensar os limites das bordas e aquilo determinado nelas. Os riscos são, assim, como a abstração de uma equação, na qual as formas surgidas sugerem outros valores.




