Lances iniciais em 19/10
Serigrafia. Ed. 1/3
Leandro Estevam (1985), vive em Salvador. É artista visual e designer, com formação pela Escola de Belas Artes da UFBA e pelas Oficinas do Museu de Arte Moderna da Bahia. Desenvolve projetos em múltiplas linguagens, sendo mais recorrente o desenho e o uso da palavra-imagem como dispositivo poético. Desde 2008, desenvolve trabalhos autorais com interesse de pesquisa na história natural do colonialismo, arquitetura regional/moderna brasileira e ecossistema urbano, em suas difíceis sobreposições. Se apropria e atualiza a estética da ilustração botânica, o paisagismo e a jardinagem para usá-las como um instrumento de pesquisa.
Apresentou sua primeira individual, Canteiro de Obras, na Cidade do México (2018) e já esteve presente em exposições como a Bienal do Recôncavo, Salão de Abril, e Leilão do Pivô, tendo sido premiado nos Salões Regionais de Artes Visuais. Participou das residências artísticas Pivô Pesquisa (2021), Kaysaà Art Residence (2021) e PEMBA Residência Preta (2022). Tem publicado o livro Diário do pó (2018), e trabalhos nas revistas Pisegrama, ForbesLife Brasil, Kaza, Zupi e IdeaFixa. Faz parte do júri do 15° Prêmio Brasileiro de Design na categoria Design de Ambiente (2025).
Em Campo de força (2025), Estevam trabalha a partir do conceito que dá nome à obra: na Física, uma região do espaço onde um objeto com propriedades específicas (como massa ou carga) exerce uma influência sobre outros objetos sem contato físico, usando campos invisíveis como os gravitacionais, elétricos ou magnéticos. Na ficção e mídia, um poder ou habilidade onde um indivíduo cria uma barreira energética para se proteger de ataques físicos ou energéticos, podendo também ser usada para prender ou afastar inimigos. Trazendo para um discurso racial, o interesse é celebrar esse espaço de pertencimento e proteção criado a partir da interação entre pessoas negras que juntas multiplicam sua potência de existir. Um campo capaz de gerar uma mudança em um projeto ou situação.




