Lances iniciais em 19/10
Óleo sobre tela
Matheus Chiaratti (1988) combina instâncias narrativas da história da arte à literatura, de personagens históricos a autoficções. Com obras em cerâmica que aproximam pintura e escultura, Chiaratti também trabalha com fotografia, áudio, bordado e poesia, construindo imaginários permeados pelo desejo e pelo erotismo em um trânsito entre afetos e narrativas. Os gestos do artista e os intervalos entre cada um destes elementos tecem corpos insólitos que se colocam como enigmas por desvendar. É nessa relação que reside o potencial literário e sedutor de sua obra.
Entre suas exposições individuais estão Pau lavrado, Quadra, São Paulo, Brasil (2022); Fortuna Balnearis, Edicola Radetzky, Milão, Itália (2022); Nights Vanitas, Artland, Milão, Itália (2022) e Umbigo do desejo, Quadra, Rio de Janeiro, Brasil (2019). Participou também das coletivas O beijo no asfalto, Flexa, Rio de Janeiro, Brasil (2024); Olhe bem as montanhas, Quadra, Rio de Janeiro, Brasil (2024); Italian postcard, Galleria Il Bisonte, Florença, Itália (2024); Regra de três, Gisela Projects e Galeria Estação, São Paulo, Brasil (2024); Mesmo estando separados, Ateliê397, São Paulo, Brasil (2023); Vai na fé, Museu de Arte Sacra, São Paulo, Brasil (2022) e Male nudes: Um salão de 1800 a 2021, Mendes Wood DM, São Paulo, Brasil (2021). Chiaratti possui obras nas coleções públicas do Museu São Pedro, Itu, São Paulo, Brasil e Casa do Olhar Luiz Sacilotto, Santo André, São Paulo, Brasil.
C. (Modelo vivo) (2023) é um exercício livre de pintura realizado a partir de uma sessão com modelo vivo. Em marcações rápidas, o corpo aparece como uma imagem pálida em meio à névoa, uma imagem instantânea e veloz. Não se vê o rosto, somente o torso nu e a indicação do braço estendido que ultrapassa a margem, que parece estar em busca de alguma coisa fora da tela. A obra é, ao mesmo tempo, um exercício de desenho com tinta e um exercício de memória, de afeto e de desejo. Já esteve presente na exposição O Beijo no Asfalto, realizada pela Flexa e pelo Tropigalpão no Rio de Janeiro, em 2023, com curadoria de Ulisses Carrilho.




