Lances iniciais em 19/10
Papel machê e tinta óleo em base de madeira
Janina McQuoid (1989) cria esculturas a partir de técnicas vernaculares e intuitivas utilizando materiais variados, que ora pinta, ora costura ou combina, criando formas/vinhetas autobiográficas, cotidianas, e vindas da imaginação de uma trama passional, íntima, triunfante ou ingloriosa. Formada em artes plásticas pela School of the Art Institute of Chicago (2008-12), continuou seus estudos na Escola Entrópica do Instituto Tomie Ohtake (2014-16) e no Projeto Independente do MASP, PIMASP (2016-17), e realizou um ano de mestrado na Hochschule für Gestaltung und Kunst Basel (2021, Suíça).
Entre suas exposições individuais estão: Um sorriso é uma espada, BFA Boatos (2015); Miruca, BFA Boatos (2016); Mais uma e você está Ciao Ciao Bambina, Galeria Pilar (2018); e Rapsódia do Côco, Projeto Vênus (2021). Já participou de exposições coletivas internacionais, na FB Gallery (Nova Iorque, 2012) e na Abrazo Interno Gallery (CSV Center, Nova Iorque, 2014), e de nacionais, como: Tão diferentes, tão atraentes, Carbono; Obscura Luz, Luisa Strina; III Concurso Itamaraty de Arte Contemporânea, Palácio Itamaraty, Brasília; Convocatória para um Mobiliário Brasileiro, MASP (2016); Ai-5 50 Anos – Ainda não terminou de acabar, Instituto Tomie Ohtake (2018); e Biblioteca: Floresta, Sesc Belenzinho (2021). Também participou de Residência no Pivô (Pivô Arte e Pesquisa, 2018) e de feiras de arte em São Paulo (SP-Arte), Milão (MiArt) e Basel (June). Seu trabalho é colecionado pelo Ministério de Relações Exteriores do Palácio Itamaraty.
Autorretrato: artista mãe (2025) é uma representação alegórica, composta por um triciclo improvisado e visceral, montado sobre uma pilha de tubos de tinta que formam um morrinho, em pequeno triunfo. Entre suas inspirações, a artista menciona reflexões sobre as muitas superações das crianças e da parentalidade. No que diz respeito à técnica, o papel machê lhe interessa pela porosidade e pelo paralelo que carrega entre coloquialidade e erudição – uma técnica antiga e popularmente disseminada. O caráter ambivalente da cor ora remete ao bronze, ora à graxa.




