Lances iniciais em 19/10
Óleo sobre tela
Allan Gandhi (1989) é um artista visual que vive em São Paulo. Sua prática artística é centrada na pintura e no desenho. Desde 2019, seus trabalhos têm sido apresentados em exposições coletivas, como Ervas Daninhas, realizada na Quadra Galeria, com curadoria de Julie Dumont; Sobre Cor, no Espaço Alto, em São Paulo, com curadoria de Carol Carreteiro; Pequenas Pinturas III, no Auroras, com curadoria de Ricardo Kugelmas; e também Labirinto e Vertigem, organizada pela Kubik Gallery, em Portugal. Também exibiu seus trabalhos individualmente na exposição O Espelho, com curadoria de Flora Rebollo e texto de Thiago Barbalho; e em uma apresentação, em maio de 2025, na Galeria Sardenberg, com curadoria de Ricardo Sardenberg.
O Sol (2025) parte da vontade do artista de experimentar e chegar a uma representação de forma diferente das outras em que trabalhou com esse tema-imagem. Gandhi tenta sempre entender o que a obra pede enquanto busca modos pictóricos de tratar assuntos que o interessam. Nesse caso, o sol se tornou esse rosto transparente que flutua no céu de uma tempestade.
Nas palavras de Ricardo Sardenberg: “A pintura de Allan Gandhi opera em uma zona liminar entre figuração e desfiguração, entre o impulso representacional e a dissolução formal (…) Trata-se de uma abordagem em que a pintura reivindica sua autonomia material sem renunciar ao poder sugestivo da figura. O traço rápido, a pincelada curta — quase pulsional — não se configura como estilo, mas como resistência à codificação (…) Nesse entrelugar — entre lembrança e ficção, entre o afeto e o signo — é que sua pintura adquire densidade poética. Não se trata aqui apenas de lirismo; mas também de uma poética da instabilidade, onde a figura nunca se acomoda, e a própria linguagem pictórica é convocada a se reinventar a cada quadro”.




