Lances iniciais em 19/10
Impressão sobre tecido, cimento e resina
Marina Woisky (1996) utiliza imagens de objetos decorativos e de ornamentos com representações orgânicas como substrato para sua produção. Distorcidas, deslocadas e comprimidas por sucessivas transposições materiais e pela passagem do tempo, essas imagens são transformadas pela artista em animais e paisagens extraordinários e quiméricos, apresentados em obras que se posicionam no limiar entre a bi e a tridimensionalidade. Com isso, a artista aborda a representação, problema fundamental das artes e noções de gosto, assim como o próprio estatuto imagético na sociedade contemporânea.
Woisky é formada em artes visuais pela UNESP, São Paulo (2016–2021) e atualmente cursa o mestrado em artes. Em 2023, realizou a exposição individual Pedras e bichos d’água na Millan, São Paulo, e participou da coletiva Contra-Flecha: Arqueia mas não quebra, na Almeida & Dale, também em São Paulo. Em 2024, apresentou a exposição individual Through The Garden Bars na L.U.P.O, em Milão, e integrou o 38º Panorama da Arte Brasileira. Em 2025, foi nomeada como um dos destaques do ArtReview Future Greats e participou da exposição coletiva Till the cows come home na Banquet Gallery, Milão.
Cabeça de cachorro (2024) faz parte de uma pesquisa recente, na qual a artista investiga a imagem na contemporaneidade a partir de sua reprodução e transformação em volumes que ficam no limite entre a bi e a tridimensionalidade.




