Lances iniciais em 19/10
Resina PU sobre tela
Juliana Frontin (1990) vive e trabalha em São Paulo, e é artista e mestre em poéticas visuais pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Frontin explora o som em suas diversas dimensões e extensões no tempo/espaço. Seus trabalhos tratam da contenção do som e, ao mesmo tempo, dos seus transbordamentos, do volume no espaço e da sua materialidade e possibilidades escultóricas e visuais. Suas especulações sobre a repetição, o espaço negativo e a forma sonora se desdobram em esculturas, instalações e apresentações sonoras.
A prática da artista investiga como o som não apenas ocupa o espaço, mas o define e transforma. A relação entre pintura e objeto é central para ela, de modo que o som é tratado como algo físico, sujeito à contenção e expansão. A ideia do espaço parcial e a tensão entre presença e ausência são recorrentes, assim como o equilíbrio entre o visível e o invisível, o audível e o inaudível. Ao olhar para o som como algo aprisionável no tempo-espaço, Frontin desafia a noção de efemeridade sonora, criando experiências que envolvem corpo, arquitetura e silêncio.
Sem título (2025) é formada por camadas de resina aplicadas diretamente sobre tecido. A superfície reflete a luz de diferentes maneiras, destacando o volume negativo, e com o tempo o material pode adquirir um tom amarelado.




