Lances iniciais em 19/10
Rastro de matéria orgânica sobre linho. Ed única
Abiniel João Nascimento (1996) vive e trabalha em Recife. Artista, tem interesse nas transmutações da presença como ponto de partida. Suas investigações se concentram em uma poética baseada no território, revisitando temas como identidades indígenas e conjugações da memória brasileira, alinhadas com a vida e as temporalidades vegetais, minerais e animais. Esculturas, pinturas e instalações artísticas estão entre as técnicas com as quais trabalha.
Participou das residências nacionais Sertão Negro (2025), Pivô Arte e Pesquisa (2023) e Terra Saúva (2024), e de internacionais na Galerie Paradise, Nantes (2022), e na École Nationale Supérieure d’Arts à la Villa Arson, Nice (2024). Possui obras em acervos privados e públicos como o Museu de Arte do Rio, Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães e Museu de Artes Plásticas de Anápolis. É bacharel em museologia (UFPE), discente no mestrado em artes visuais (UFPE) e possui formação em fotografia expandida (EAV Parque Lage).
Em Língua I (2025), Abiniel parte do que chama de “rastro-fágico” para registrar a passagem de estado da matéria através do tecido. É uma gravação da decomposição de frutas, legumes e sementes que reflete sobre como a retroalimentação da própria terra se organiza, e também sobre como essas mudanças de estado da matéria (do sólido para o líquido e para o gasoso) apontam para a diluição das fronteiras entre criação de vida e de morte, de presença e ausência, visível e invisível.
A obra esteve na individual A Grande Boca (2025), realizada com curadoria de Ariana Nuala na Oficina Francisco Brennand, Recife.




