FECHAR
PT / EN
LANCES INICIAIS
LANCES FINAIS
Marepe
Lote 136
Sem título
Marepe
Lote 136
Arrematada CADASTRE-SE
Lances iniciais em 19/10
Sem título, 2025

Monotipia

78,5 x 106,5 cm
R$ 21000,00
lance inicial
Confira os lances

Marepe (1970) é reconhecido pela pesquisa centrada na experiência pessoal e no afeto, que transmuta itens cotidianos em artefatos carregados de memória e comentário crítico sobre as dinâmicas sociais. Por meio de esculturas, fotografias, desenhos, instalações e readymades, ele explora a tensão entre o artesanal e o industrial, o local e o global, o subjetivo e o coletivo, criando situações que evocam, não sem um cândido senso de humor, tanto as especificidades da vida no interior da Bahia, quanto uma poética de caráter universal com o poder de conectar públicos de diferentes origens.

Objetos como radiadores, filtros de barro ou guarda-chuvas aparecem reconfigurados através de gestos que revelam a beleza e a potência simbólica das coisas simples. Ao trazer esses elementos para o espaço expositivo, Marepe renova sua investigação sobre os limites entre arte e vida, criando um percurso que aponta para suas raízes em Santo Antônio de Jesus, ao mesmo tempo que convida o público a pensar sobre pertencimento, relações de trabalho, mudanças e a passagem do tempo.

O artista já teve exposições individuais no MAM-SP, Centre Georges Pompidou, Paris e na Tate Modern, Londres. Seu trabalho também foi apresentado na Bienal de São Paulo (2004), Bienal de Veneza (2003), Bienal do Mercosul (2023, 1999), 3ª Bienal da Bahia, Salvador (2015), assim como em exposições coletivas em museus importantes como o Museo Reina Sofía, Madri, Espanha. Coleções das quais seu trabalho faz parte incluem: Tate Collection, Inglaterra; Ellipse Foundation, Portugal; CACI Centro de Arte Contemporânea Inhotim, Brasil; MAM-SP Museu de Arte Moderna de São Paulo, Brasil; MoMA The Museum of Modern Art, Estados Unidos.

Sem título (2025) é uma monotipia na qual observamos uma figura de perfil, caminhando com botas altas por um chão acinzentado, passando por colunas de mesmo tom e por um fundo rosado. O trabalho de Marepe adquire uma complexa sobreposição de referências e significados no uso de materiais prontos e objetos do cotidiano. Nas palavras do curador Jens Hoffman, “Em um momento de homogeneização cultural global suas obras carregam uma forma excepcional de autenticidade falando das particularidades culturais únicas do lugar que ele chama de lar-Bahia, propondo um argumento que é globalmente compreensível. A atração de suas obras está em sua natureza exótica que fala com a fusão de culturas da qual ele é testemunha.”