Lances iniciais em 19/10
Acrílica sobre tela de algodão cru
Bernardo Conceição dos Santos (1999) é de Itinga, periferia satélite de Salvador. Sempre foi um jovem artista, sempre negou que só existia no mundo o que seus olhos conseguiam enxergar.
É artista visual, escritor e performer. A multidisciplinaridade que nasce em Salvador o arrebatou e transformou em artista. Um dos mais jovens a integrar o Acervo de Arte Moderna da Bahia pelo MAM-BA, sua presença em exposições envolve uma significativa lista de institutos, galerias e museus brasileiros. Como criador do selo de criatividade e moda SEMPRE VIVO_ já colaborou com marcas nacionais como DENDEZEIRO, FÁBULA e BATEKOO.
Que meus inimigos sejam de Ogum também (2024) fala sobre irmandade e família. Mais especificamente, sobre como gerações de mulheres podem criar o mundo, tanto juntas quanto sozinhas. É também uma oração fúnebre à covardia dos homens, e um apelo às forças da paz para que a guerra se esconda da vida de quem procura uma família – e para que vire inimigo de Ogum tudo aquilo que atrapalhar este caminho.
A obra traduz os signos de amor e fraternidade que o artista observa em sua cidade e comunidade, contribuindo com o objetivo de mapear ferramentas que permitam continuar amando neste território. Ela se conecta com os signos de amor que fazem parte da vida cotidiana de Conceição, e com as ferramentas criadas pelas mulheres e homens que ele admira. Além disso, parte da ideia de que Ogum é a representação da tecnologia e da estratégia para falar dessas construções interpessoais, que podem ser vistas como ferro a ser moldado pelas mãos de quem consegue.
O trabalho foi exibido no Museu Nacional de Cultura Afro Brasileira, na exposição Raízes: Começo, Meio e Começo (2024-25).




