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LANCES INICIAIS
LANCES FINAIS
Rose Afefé
Lote 130
Sem título
Rose Afefé
Lote 130
Arrematada CADASTRE-SE
Lances iniciais em 19/10
Sem título, 2024

Acrílica sobre lona, massa acrílica, areia, gesso e cola

60 x 30,5 x 3 cm
R$ 14000,00
lance inicial
Confira os lances

A partir do resgate de memórias da infância, Rose Afefé (1988) trabalha em mídias como instalação, pintura e fotografia. Iniciou em 2018 a construção da obra Terra Afefé, uma micro cidade em escala humana construída com terra, utilizando a técnica do adobe (tijolo de barro cru) e pintada com cal. Situada na zona rural de Ibicoara, Bahia, na região da Chapada Diamantina, Terra Afefé se apresenta como um lugar de encontro e convivência, que relaciona arte e vida e fomenta perspectivas locais a fim de potencializar os saberes do território. A observação e a interação com a natureza são empregadas para conduzir produções de vida mais pulsantes e espontâneas. A poética desse território desdobra-se, por fim, na produção e fabulação imagética que cerca o fazer artístico de Rose.

Entre suas exposições recentes estão: O início do mundo, na Pinakotheke Cultural, Rio de Janeiro; Histórias da Ecologia, MASP, São Paulo; XII Bienal do Recôncavo; e Ecos Malês, na Casa das Histórias de Salvador. Em 2024, realizou sua primeira individual, A vergonha quase me tirou a memória, n’A Gentil Carioca; e em 2025, Re-construção, em Paris. Participou de residências em espaços como Fundação Agnès b., Hangar, Lisboa; JA.CA – Centro de Arte e Tecnologia, Minas Gerais, Pivô, Salvador, e Muros: Territórios compartilhados, Fortaleza. A artista foi vencedora do Prêmio FOCO 2023, premiada no Salão de Artes Visuais da Bahia, e indicada ao Prêmio PIPA 2022. Sua obra integra o acervo do Instituto Alexa – Humanamente Responsável.

Em pinturas como Sem título (2024) Rosa Afefé utiliza, para além da acrílica, materiais de construção populares com os quais desenvolve a técnica sustentável do adobe, como a pasta de modelagem e a areia. Os trabalhos são recortes das muitas memórias que a artista carrega da sua vida e infância no interior da Bahia. Assim, nascem como espaços de poesia, fabulações do que seria possível apresentar em fragmentos – seja de um lugar de fora ou de um lugar de dentro. As obras surgem como territórios de cor e pensamento.

A obra esteve presente em Ecos Malês, Casa das Histórias de Salvador (2025).