Lances iniciais em 19/10
Vergalhão de ferro. 3 cópias + 2 PA
A prática de Érica Storer (1992) transita entre a performance de longa duração, vídeo e instalação, como estratégias de criar ficções e tensionar os acordos entre a ética neoliberal e o trabalho cognitivo contemporâneo. Em suas obras, Storer tensiona as expectativas de eficácia e produtividade implícitas nas estruturas de trabalho e bem-estar.
A artista participou das residências da 9ª edição da Bolsa Pampulha, Belo Horizonte (2024), URRA, Buenos Aires (2023) e da Fundação Armando Alvares Penteado, São Paulo (2023). Apresentou as exposições individuais Trabalho para deixar o tempo imprestável, no 33º Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo (2024), Prometo Falhar, Ateliê 397 – São Paulo (2024) e Como fazer um buraco em uma pedra com uma colher, Museu Paranaense – Curitiba (2021). Entre as exposições coletivas destacam-se: 7° Prêmio EDP das Artes, Instituto Tomie Ohtake – São Paulo (2020); 30° Prêmio MAJ, Sesc Ribeirão Preto e Consolação – São Paulo (2022). Participou dos festivais de performance Venice International Performance Art Week, Veneza (2020); Semana de Performances da Bienal Internacional de Curitiba (2018); Festival Cuerpas – Valparaíso,Chile (2018). Suas obras integram os acervos do Museu Paranaense, Museu de Arte da Universidade Federal do Paraná; Museu de Arte de Anápolis e Casa do Olhar.
Nas palavras de Storer, “ALCANCE (2024) é uma palavra-objeto que denota uma ação imperativa e afirmativa – chegar, conseguir, obter, estender, impactar, exercer influência”.
É um termo que integra o léxico de sua produção: instalações, performances e objetos suspensos que, por sua dimensão física, promovem constantemente uma dinâmica entre tensão, suspensão, colapso e vertigem. Em diálogo com o público, o verbo direciona uma ação: Alcance! – que logo encontra uma provocação ou impedimento em sua própria realização.
A obra desafia o espectador a encontrá-la: primeiro, pelo deslocamento do olhar em direção ao alto da sala; depois, pelo encontro físico que esse movimento exige. A escolha de suas materialidades e arestas também produz um efeito vivo e vertiginoso no observador: ao olhá-la de longe, suas linhas e contornos se entrecruzam, provocando uma sensação de vertigem.




