Lances iniciais em 19/10
Lona, pigmento, alvejante e bastão de óleo sobre colagem de lona
Leka Mendes (1980) é artista e fotógrafa, formada em arquitetura pelo Centro Universitário Belas Artes, São Paulo. Em seus trabalhos atuais, como a série Antropocênicas, faz uso de vestígios e rastros do ser humano, como destroços de construção civil e pedras – em sua maioria coletadas durante as viagens da artista -, além de descartes plásticos e eletrônicos. Se interessa pelas narrativas referentes à passagem do ser humano pela Terra, especialmente em relação à sua efemeridade e fragilidade, e dá ênfase à intervenção humana em todos os espaços.
Possui obras em coleções públicas como Centro Cultural São Paulo, Museu de Arte do Rio de Janeiro e The Fine Art Laboratory, em Tóquio, além de importantes coleções privadas. Em 2022, apresentou o Observatório de imagens inalcançáveis, na Temporada de Projetos do Paço das Artes, São Paulo. Em 2023, fez a exposição individual Ao entrar nas profundezas, pense nas alturas, na galeria Marli Matsumoto Arte Contemporânea, São Paulo, e realizou residência e exposição na Appleton, Lisboa. Em 2024, fez residência na Cité internationale des arts, Paris e participou da Trienal de Tijuana, México.
Atalho (2025) foi criada a partir de lonas reaproveitadas, alvejante e pigmentos, e dialoga com a pesquisa de Mendes sobre a coleta e a ressignificação de materiais. As marcas, manchas e recortes dispersos sobre o tecido evocam corpos celestes e trajetórias no espaço, compondo uma cartografia poética que sugere um mapa cósmico, um atalho, um buraco de minhoca que conecta matéria, tempo e imaginação.




