Sem título (2024) é uma aquarela sobre papel que, junto a outras oitenta obras, fez parte da exposição individual da artista no Instituto Tomie Ohtake (2025), com curadoria de Paulo Miyada. O título da mostra, Diapasão, remete ao instrumento que serve de referência para afinação e, neste contexto, aponta para a experiência visual como um sentido que pode afinar nossa percepção do espaço, da cor e da matéria.
Marina Perez Simão (1980) explora as fronteiras da abstração, evocando uma sensação de assombro ao sobrepor e justapor cores para capturar a luz, e criando composições que transcendem o mundo tangível ao “pintar onde as palavras falham”. A artista produz pinturas que, em vez de servirem à realidade, seguem sua própria lógica interna, representando mundos e possibilidades alternativas. Simão vive e trabalha em São Paulo.

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