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Manauara Clandestina
Lote 117
Memórias de retorno
Manauara Clandestina
Lote 117
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Lances iniciais em 19/10
Memórias de retorno, 2021

Têxtil

212 x 193 cm
R$ 21000,00
lance inicial
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Em São Paulo, Manauara Clandestina (1992) surge como uma intérprete da vida noturna da cidade. Seu trabalho com a performance expande diálogos ao trazer novas perspectivas sobre a existência travesti, questionando as condições que a permeiam a partir de transições de fronteiras e de mergulhos sensíveis, e construindo, assim, registros íntimos.

Na posição de diretora artística do Ateliê TRANSmoras, ao lado da estilista Vicenta Perrotta, Manauara Clandestina edificou construções imaginárias dentro da moda, evocando diálogos que dão luz às subjetividades das corporeidades dissidentes brasileiras, entre 2015 e 2023.

Em 2020, desenvolveu sua pesquisa a partir do Programa de Residências da Delfina Foundation, em Londres, e em 2021 no Piramidón – Centro de Arte Contemporânea, em Barcelona, ambos com o apoio do Instituto Inclusartiz. Já participou de exposições coletivas em organizações como Instituto de Arquitetos do Brasil, São Paulo, e Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Além disso, teve duas individuais em 2021, Pitiu de Cobra, Delirium, São Paulo, e Saltação, Casa70, Lisboa. Em 2024, participou da 60ª edição da Bienal de Veneza, Foreigners Everywhere, e ocupou a sala de vídeo do Museu de Arte de São Paulo. Em 2025, participa da Bienal de São Paulo com a performance e instalação TRANSCLANDESTINA 2030, projeto em que reúne suas práticas, das artes visuais à transmutação têxtil e performance.

Memórias do retorno (2021) é uma colagem composta por roupas usadas durante a volta da artista à América Latina. Criada a partir do acúmulo de memórias transitórias, oferece um amálgama de narrativas que destacam a violência proveniente do cruzamento de fronteiras. A instalação vem dos territórios que percorreu, e possui paralelos com Por enquanto 35 (2019-21) e com Vapor (2021), realizada pelo projeto coletivo Migranta, em Barcelona, no qual as roupas são como despojos da passagem e vestígios da fuga da colonialidade.

A obra esteve presente na exposição Encruzilhadas da arte afro-brasileira, com curadoria de Deri Andrade.