Lances iniciais em 19/10
Óleo sobre tela
Thomaz Rosa (1989) utiliza e evoca signos e experiências das histórias oficiais e não oficiais da pintura por meio da recuperação de uma motivação da arte pop e moderna. O erro e o acidente se tornam elementos intrínsecos de sua prática, contrapostos a equações pintadas minuciosamente calculadas. Essa configuração aparentemente ambígua permite múltiplas leituras e sentidos na direção de uma unidade final. Rosa incorpora elementos tridimensionais em suas telas num gesto compositivo que distorce os limites entre espaço pictórico e objetualidade.
Thomaz Rosa é graduado em artes pela UNESP, em São Paulo. Entre suas exposições individuais recentes, destacam-se Conjuntos (Castiglioni Fine Arts, Paris, 2024), Um de Um Par / Uno di Una Coppia (Castiglioni, Milão, 2023), A volta da sorte (Quadra, São Paulo, 2023); e Resenha (Quadra, Rio de Janeiro, 2021). Participou também de diversas mostras coletivas, como De viés (Quadra, Rio de Janeiro, 2024); Pessoas negras são o silêncio, eles não podem entender (GDA, São Paulo, 2024); Refundação (Ocupação Nove de Julho, São Paulo e Museu da Inconfidência, Ouro Preto, 2023); e Setas e turmalinas (Casa de Cultura do Parque, São Paulo, 2022). Sua obra integra a coleção do Museu de Arte do Rio desde 2024.
flores no interior negro (2020) faz parte de uma série que explora o esforço do encontro moderno, de premissa matissiana, entre o desenho e a cor. Aqui pode ser observado em sugestões de silhuetas que contornam uma figura que se diferencia do fundo.




