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Lucas Simões
Lote 101
das telas, dos azuis
Lucas Simões
Lote 101
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Lances iniciais em 19/10
das telas, dos azuis (Criptominésia), 2022

Aço inox e concreto pigmentado. Ed. única

42 x 60 x 5 cm
R$ 24500,00
lance inicial
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Lucas Simões (1980) é artista visual, formado em arquitetura e urbanismo pela PUC-Campinas. Realizou exposições individuais no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, Recife; na Caixa Cultural, São Paulo e Rio de Janeiro; e no Pivô Arte e Pesquisa, São Paulo. Também participou de mostras na 10ª Bienal do Mercosul, Porto Alegre; Zacheta National Gallery, Varsóvia; Astrup Fearnkey Musset, Oslo; Itocho Ayoama Art Square, Tóquio; Museu Brasileiro da Escultura, São Paulo; e no Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto. Suas obras fazem parte das coleções públicas Itaú Cultural, São Paulo; Museu de Arte do Rio de Janeiro; Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo; e The Blanton Museum, Austin.

Lucas Simões explora a matéria e a materialidade como forma de linguagem, utilizando-as como ponto de partida em sua prática. Seu processo se baseia em pesquisas teóricas que se desdobram em instalações espaciais de grande escala, tornando a experiência do espaço parte da percepção da obra. Seus estudos em arquitetura — uma combinação de elementos técnicos e poéticos — orientam seu trabalho e oferecem um arcabouço para compreender sua produção.

No cerne de seus interesses estão as falhas da modernidade e suas consequências contemporâneas. Com sutil sagacidade, o artista busca desestabilizar a suposta certeza e o rigor dessas estruturas, revelando sua fragilidade inerente.

das telas, dos azuis (2022), parte da série Criptomnésia, toma emprestado seu título de um verso da canção Anjos tronchos, de Caetano Veloso. No trabalho, a superfície polida reflete e, ao mesmo tempo, dissolve a imagem de quem a observa. No centro, uma bolha azul emerge da própria matéria, interferindo no reflexo e no olhar.

A peça alude ao uso das telas digitais como forma contemporânea de lazer — instantes de distração em que o olhar é absorvido, capturado e devolvido em distorção. Entre a frieza do metal e a organicidade da forma azul, instala-se uma tensão entre o humano e o tecnológico, entre a contemplação e o consumo da imagem.