Sombra (2023) surgiu da inversão do desenho de outra obra da artista, Meninas, processo de criação do qual deriva seu título. O resultado, uma forma branca esculpida em mármore, propõe diferentes sensorialidades. A estrutura remete a um casulo, ou a uma pré-forma ainda em devir e, ao mesmo tempo em que carrega a dureza do mármore, pode evocar também a leveza de um pedaço de algodão.
Laura Vinci (1962) formou-se em artes plásticas na FAAP e fez mestrado na Escola de Comunicações e Artes da USP (ECA-USP). Entre as exposições de que participou, estão: Estados, CCBB São Paulo (2002); 26ª Bienal Internacional de São Paulo (2004); A máquina do mundo: Arte e indústria no Brasil 1901-2021, Pinacoteca do Estado de São Paulo (2021); El Dorado, Fundación PROA, Argentina e El Dorado: Myths of Gold, Americas Society, Nova York (2023); Arte na Moda, MASP, São Paulo (2024), entre outras.
A artista também explora o universo do teatro, tendo atuado como cenógrafa e diretora de arte em peças como Cacilda!, Teatro Oficina (1998); A última palavra é a penúltima 2.0, Teatro da Vertigem (2014); Máquinas do Mundo, projeto coletivo desenvolvido pelo Mundana Companhia, no Sesc Pinheiros, Galeria Nara Roesler e FLIP (2018/19); e O Canto de Maldoror, de Nuno Ramos e Eduardo Climachauska, Theatro Municipal de São Paulo (2024).
Em 2023, publicou o livro Teatro das matérias, pela Nara Livros. Em 2025, organizou a exposição coletiva Cosmos – outras cartografias, na galeria Nara Roesler, e apresentou uma reunião de trabalhos na exposição Fluxos, com curadoria de Agnaldo Farias, no Museu Brasileiro da Escultura e da Ecologia – MuBE, São Paulo.

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