Em PREDA (2024) Paulo Nazareth utiliza caneta permanente para desenhar no que chama de “réplica ou cópia pirata” de uma bolsa Prada. Em vermelho, representa um anjo e uma espécie de diabo lado a lado. A obra dialoga com a exploração do artista sobre temas como comércio e consumo.
Homem velho nascido em Nak Borun [Vale do Rio Doce] Minas Gerais, e vivendo como um nômade global, a obra de Paulo Nazareth (1977) é muitas vezes resultado de gestos precisos e simples, que trazem ramificações mais amplas, sensibilizando para questões ligadas à imigração, racismo e colonialismo. Embora seu trabalho possa se manifestar em vídeo, fotografia e objetos colecionados, seu meio mais forte é o cultivo de relações com indivíduos que cruzam o seu caminho, especialmente aqueles colocados à margem devido ao seu status legal ou reprimidos pelas autoridades governamentais.
Suas exposições individuais incluem Honey, John Jay College of Criminal Justice, Nova York (2025); Patuá/Patois, WIELS, Bruxelas (2025); LUZIA, Museo Tamayo, Cidade do México (2024); Vuadora, Pivô, São Paulo (2022); The Journal, Institute for Contemporary Arts, Londres (2014); Premium Bananas, MASP, São Paulo (2012). Já entre as coletivas recentes, estão: Chosen Memories, MoMA, Nova York (2023); Histórias Brasileiras, MASP, São Paulo (2022); Afro-Atlantic Histories, National Gallery of Art, Washington DC (2022); 34th São Paulo Biennial, São Paulo (2021); e Indigenous Voices, Latin American Pavilion 56th Venice Biennale, Venice (2015).

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