FECHAR
PT / EN
LANCES INICIAIS
LANCES FINAIS
Uiler Costa-Santos
Lote 091
Sem título
Uiler Costa-Santos
Lote 091
Dê seu lance CADASTRE-SE
Lances iniciais em 19/10
Sem título (Coroas), 2020

Impressão jato de tinta com pigmento mineral sobre papel de algodão. Ed. 3/3

153 x 103 x 5 cm
R$ 26900,00
lance inicial
Confira os lances

Uiler Costa-Santos (1983) é artista visual e educador. Através da fotografia e do estudo das imagens, sua pesquisa propõe uma interlocução entre o imaginário da paisagem e as políticas de redistribuição do sensível por parte da abstração. Sua produção toma a imagem como veículo estético ao utilizá-las como instrumento que fornece ao corpo diferentes experiências de percepção a partir de espaços comuns e cotidianos, devolvendo a ele possibilidades de imaginação político-geográficas. Desde 2017, o artista se dedica à série Sizígia, pesquisa executada através da fotografia aérea no canal de Itaparica.

Em 2022, realizou as exposições individuais Cosmologia da maré baixa, Galeria Babel e Coroas, Museu de Arte da Bahia. Entre suas exposições coletivas, destaca-se a participação na Bienal de Fotografia Rencontres de Bamako, 2022-2023. Desde 2015 ministra cursos de formação em fotografia, é embaixador da Canson Infinity e tem seu trabalho artístico representado pela Paulo Darzé Galeria (BR) e pela São Mamede (PT).

Sem título (2020) faz parte do capítulo Coroas, série que integra o projeto Sizígia. Nele, o artista propõe um encontro entre técnica e poética através de fotografias aéreas realizadas na Baía de Todos-os-Santos. O jogo de abstração pela paisagem revela a presença de uma sofisticada tecnologia de pesca, os “pesqueiros”, produzidos por grupos de trabalhadores da região através da observação das marés e do uso de conhecimentos ancestrais. Os círculos de madeira são estruturados pelo diálogo com as cheias e vazantes do mar, revelando a possibilidade de compreender a pesca não como um meio de exploração e extração dos recursos naturais, mas como forma de relação, contato e comunicação entre humanos e não humanos.

Para o filósofo brasileiro Milton Santos, as técnicas são os meios instrumentais pelos quais a vida se realiza. Nas Coroas, o desejo do artista é de intensificar, a partir do imaginário, o jogo de movimentos que o mar proporciona às práticas humanas quando essas duas formas de vida se encontram. Para ele, os “pesqueiros” permitem reimaginar outras saídas para os impasses colocados pelo Antropoceno, quando tocamos nas formas (ancestrais e contemporâneas) de saber, habitar e existir.