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Márcia Falcão
Lote 090
Lance inicial
R$ 21300,00
Malandra não Para XXXVI, 2026
Óleo e bastão oleoso sobre tela
40,5 x 30 x 3 cm
LANCES INICIAIS
LANCES FINAIS
Sobre a obra

Malandra não Para XXXVI (2026) faz parte de uma série na qual Márcia Falcão busca “falar novamente, ainda, sobre esse corpo pesado, esse corpo cansado, onde toda essa história, toda essa trajetória de angústia, de solidão, de violência, estivesse concentrada no olhar”.

Sobre Márcia Falcão

Pintando com gestos marcados e tinta espessa, Márcia Falcão (1985) articula relações entre o corpo feminino e a matéria pictórica, enquanto se vale de motivos do subúrbio carioca, onde nasceu, vive e trabalha. Sua paleta, pautada por marrons, vermelhos e outros tons de pele, busca uma representação carnuda do corpo, e a agressividade das suas telas incide principalmente sobre as figuras femininas que as povoam. A carne é perfurada, talhada, lacerada e queimada numa reencenação da violência sistemática que ameaça a vida de mulheres, principalmente negras e periféricas, no Brasil. Em certas telas, cenas igualmente viscerais de êxtase instauram a polaridade extenuante entre gozo e dor. A excitação sensorial da pintura de Falcão deriva da urgência de seus assuntos tanto quanto da vivência da artista na periferia do Rio de Janeiro.

Suas exposições individuais incluem Monuments of Flesh, Night Gallery, Los Angeles, Estados Unidos (2024); Pai Contra Mãe, Instituto Inclusartiz, Rio de Janeiro (2023); e Márcia Falcão, Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo (2022). Entre suas exposições coletivas destacam-se Corpo-casa: diálogos entre Carolee Schneemann, Diego Bianchi e Márcia Falcão, Pivô, São Paulo (2024); The Big Picture, Night Gallery, Los Angeles, Estados Unidos (2023); Funk! Um grito de ousadia e liberdade, Museu de Arte do Rio – MAR, Rio de Janeiro (2023); Engraved into the Body, Tanya Bonakdar Gallery, New York, Estados Unidos (2021) e Ainda fazemos as coisas em grupo, Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica, Rio de Janeiro (2020). A artista também participou da 36ª Bienal de São Paulo, Nem todo viandante anda estradas: Da Humanidade como Prática (2025).