Lances iniciais em 19/10
Acrílica sobre linho
Laís Amaral (1993) vive e trabalha no Rio de Janeiro, Brasil. Considera-se uma artesã-artista, é cofundadora do movimento Trovoa e graduada em serviço social pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Na faculdade, iniciou sua pesquisa sobre os efeitos do colapso ambiental no contemporâneo, ao comparar os contextos das desertificações ambientais ao projeto de embranquecimento da população, natureza e organização da vida em suas dimensões subjetivas e espirituais. Amaral desafia as fronteiras entre arte e artesanato, utilizando ferramentas não convencionais como instrumentos de manicure e pentes, questionando as noções tradicionais da abstração ocidental. Suas pinturas funcionam como narrativas visuais, empregando técnicas como camadas e a raspagem de tinta preta sobre composições coloridas para revelar histórias ocultas, de forma análoga a uma escavação arqueológica.
Suas exposições individuais mais recentes incluem O que acontece na beira do mar, Mendes Wood DM, Nova York (2024); Entre dormir e acordar, Bela Maré, Rio de Janeiro (2024) Estude Fundo, Mendes Wood DM, Bruxelas (2023), Cimento e Água, M+B Almont, Los Angeles (2022) e sua primeira individual Vazante na Fundação de Arte de Niterói (2018).Também integrou exposições coletivas em instituições como MAM Rio, Rio de Janeiro (2025); MAM São Paulo, São Paulo (2024); Sesc Pinheiros, São Paulo (2024); d’Ouwe Kerke, Retranchement (2023); Museu de Arte do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro (2022); Mendes Wood DM, Bruxelas (2022); Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2021); e Solar dos Abacaxis, Rio de Janeiro (2019).
Sem título (2025) parte do interesse da artista em diminuir as distâncias e separações coloniais impostas entre o ser e a natureza. É parte da série Naturezas Radicais IV, em que as obras são como pinturas da biomassa, uma espécie de zoom no que acontece com a matéria orgânica que compõe florestas, solos, raízes, água etc.




