Sem título (2025) faz parte da série Sonhos Musculares, em que parte de um trecho de Os Condenados da Terra, de Frantz Fanon, e do próprio corpo como matriz/carimbo, para discutir corpo, desejo, repulsa, esforço, trabalho e liberdade.
“São sonhos musculares, sonhos de ação, sonhos agressivos. Sonho que salto, que nado, que corro, que pulo. Sonho que rio às gargalhadas (…). Durante a colonização, o colonizado não deixa de se libertar entre as nove da noite e as seis da manhã”, Frantz Fanon.
Diego Crux (1987) se define como “Quase-artista nascido e criado na borda, em Parada de Taipas, que hoje vive no centro e trampa com artes, entre outros, por diversos lugares. Neto de Rosa e Esmeraldo, é da cor que lembra a memória”. Pesquisa chamados íntimos e pessoais, experiências coletivas, representações e disputas das acepções de vitória e derrota para além de posições estanques. Usa variados meios em seus processos, como apropriação, fotografia, vídeo, design, samples visuais, palavra, etc. É membro da Irmandade Vilanismo.
Crux participou da 36ª Bienal de São Paulo (2025), Ecos Malês (2024), Dos Brasis (2023–2024), Edição #35 aarea (2021), If A Tree Falls In A Forest (2021), CHALE WOTE (2019), dos programas de residência e pesquisa do Pro Helvetia (2026), Goethe-Institut Bahia (2023), MAM Rio (2021) e Pivô Pesquisa (2020), e tem textos publicados pela Contemporary &, Revista Rosa e MAM Rio.

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