Eu 2026 (2026) é um trabalho que reafirma a continuidade do interesse de Gabriel Branco pela abstração. A obra é desenvolvida através de gradações de cor e forma, utilizando tinta a óleo e cera de abelha sobre linho como elementos de investigação pictórica. A visualidade da obra é proveniente de pesquisas subjetivas do artista e conduz o olhar do espectador a um exercício de contemplação.
Gabriel Branco (1997) é artista visual, nascido em São Mateus, na Zona Leste de São Paulo. Trabalha principalmente com fotografia analógica e pintura, explorando temas ligados à vivência urbana nas periferias da cidade e a sua subjetividade. A produção do artista inicia-se com a fotografia de caráter autobiográfico que se baseia em elementos do cotidiano, como o baile funk, o comércio de rua e a arquitetura popular, transformando referências culturais em um vocabulário artístico que propõe a valorização das diversas experiências que a periferia possui. O trabalho autodidata de Gabriel Branco torna-se testemunho do que é vivenciado pelo artista.
Sua experiência como assistente no ateliê do pintor Paulo Monteiro o iniciou na técnica da pintura, onde o desenvolvimento da sua expressão subjetiva tomou forma e cor. A partir, principalmente, da técnica de velatura — processo de adicionar luz à pintura, com a retirada de tinta da tela — Gabriel Branco constrói, com gradações de cor e forma, imagens abstratas que suspendem o olhar. Enquanto sua fotografia capta o que está ao redor, sua pintura é a resposta que externaliza seu íntimo.
Entre as suas exposições individuais, destaca-se Gabriel Branco: A luz sem nome, Galatea, Salvador (2026); e entre as coletivas: Nova York / São Paulo, Galeria Kevin Kramer, Nova York, Estados Unidos (2025); Fartura, Galeria Luisa Strina, São Paulo (2025); Six Artists, Mendes Wood DM, Nova York, Estados Unidos (2023); Ar Livre, Centro Universitário Maria Antonia (USP), São Paulo (2023). Em 2026, o artista também foi premiado durante a SP-Arte com o Sauer Art Prize.

EN



