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LANCES FINAIS
Ilê Sartuzi
Lote 074
Dedinhos, da série Dedinhos
Ilê Sartuzi
Lote 074
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Lances iniciais em 18/11
Dedinhos, da série Dedinhos, 2021

Resina de poliéster, tinta spray, parafuso e aço

8 x 14,8 x 15,8 cm
R$ 7000,00
lance inicial
Confira os lances

Ilê Sartuzi (1995, vive e trabalha em São Paulo) é artista formado pela Universidade de São Paulo (USP) e co-fundador do espaço independente arte_passagem. Sua pesquisa envolve objetos escultóricos, vídeos e projeções mapeadas, instalações e peças teatrais que abordam questões relativas à imagem idealizada do corpo — muitas vezes fragmentado ou ausente em espaços proto-arquitetônicos e digitais. O interesse pelas artes dramáticas nos últimos anos conferiu uma teatralidade aos objetos e instalações, animados por movimentos mecânicos. A repetição é recorrente, seja como elemento construtivo de objetos moduláveis ou como estratégia de dramaturgia. Participou de exposições em instituições como Pinacoteca do Estado de São Paulo (2021); auroras (2021); SESC (Pompeia, 2022; Pinheiros, 2022; Ribeirão Preto, 2019; Distrito Federal, 2018); Videobrasil (2021); Bienal SUR (2021); Instituto Moreira Salles (2020); Centro Cultural São Paulo (2018); Museu de Arte Contemporânea da USP (2017); Museu de Arte de Ribeirão Preto (2020; 2017; 2015); Galeria Vermelho (2017; 2018, 2019, em colaboração com o grupo de pesquisa Depois do Fim da Arte). Apresentou peças teatrais em espaços como Oficina Oswald de Andrade (2018, 2020); Itaú Cultural (2019); Teatro de Contêiner (2019) e TUSP (2019). Apresentou sua peça de teatro sem atores, cabeça oca espuma de boneca, na Firma (São Paulo, 2019) e no SESC Pompeia (São Paulo, 2022). Recebeu o Prêmio PIPA em 2021 e o XV Prêmio Juan Downey, da Bienal de Artes Mediales (2022, Chile).
Dedinhos é uma série de trabalhos que têm como ponto em comum o uso de dedos humanos feitos com resina. A partir desses módulos, que podem variar na posição ou no formato, constroem-se pequenas esculturas autoportantes. Tendo esse exercício como a base do pensamento escultórico, as obras podem se apoiar em dois ou três pontos, ou ainda se assemelham à animais e aracnídeos com vários suportes. Por vezes, somam-se a esses dedos outras próteses como pedaços de ferro, brocas, parafusos, braçadeiras e uma série de quinquilharias que se juntam numa espécie de mesa de operação.

Os trabalhos se situam num lugar híbrido entre o humano-ciborgue e o animalesco. Se, por um lado, evocam um estranhamento, por outro lado também trazem um grau de comicidade. Alguns dos trabalhos da série participaram de importantes exposições como Ninguém teria acreditado, Pinacoteca do Estado de São Paulo (2021-2022) e Desvairar 22, Sesc Pinheiros (2022).