Sobre Sem título (2021), Sallisa Rosa escreve: “É tempo dos netos modelarem a lembrança em oposição ao esquecimento coletivo da memória das avós. O futuro é um prolongamento profundo, feito raiz. A urna quando queima no fogo, brilha, é sinal de que atingiu seu desígnio. Para nós, o destino é invisível. Eu sigo caminhando no escuro, mas o meu corpo brilha e ilumina o caminho. Caminho é o escrito que a natureza conta. A minha caminhada é para lembrar dos que tiveram que se esquecer.”
Sallisa Rosa (1986) é uma artista indígena cuja obra abrange fotografia, vídeo, performance e instalação. Sua prática investiga a relação entre terra, memória e identidade, frequentemente utilizando argila coletada em diferentes regiões como forma de conexão com sua ancestralidade. O trabalho de Rosa aborda o processo contínuo de descolonização, combinando perspectivas indígenas e práticas contemporâneas para questionar narrativas dominantes e refletir sobre a preservação e a transformação cultural. Atualmente, participa da 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática.

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