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LANCES FINAIS
Noara Quintana
Lote 064
Cernambi #4
Noara Quintana
Lote 064
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Lances iniciais em 27/11
Cernambi #4, 2021

Cerâmica esmaltada – Edição única

18 x 23 x 23 cm
R$ 1960,00
lance inicial
Confira os lances

Noara Quintana (Florianópolis, 1986) vive e trabalha em São Paulo e Berlim. Sua pesquisa é centrada na materialidade dos objetos do cotidiano e nos índices de relações históricas do Sul Global que eles carregam. Através da escultura e da instalação, aponta para trocas econômicas, formas arquitetônicas e narrativas contrárias ao legado de um imaginário colonial. Estudou Artes Plásticas na UDESC, Escultura na Universidade do País Basco na Espanha, e é mestre em Artes Visuais pela UNESP. Em 2019 foi bolsista nos programas States of Consciousness in Cognitive Capitalism, do Saas-Fee Summer Institute of Art e no Spinning Triangles: Ignition of a School of Design (100 years of Bauhaus) do Savvy Contemporary, ambos em Berlim, Alemanha. Participou de diversas residências, entre elas: Pivô Arte e Pesquisa (São Paulo, 2021), Residência Artística FAAP (São Paulo, 2018) e Cité de Arts (Paris, 2017).  Exposições recentes: Trienal Frestas “O rio é uma serpente, SESC (Sorocaba, 2021); Cuando no hay sombra es mediodía, Kiosko Galeria (Bolivia, 2021); For The Phoenix To Find Its Form In Us. On Restitution, Rehabilitation, and Reparation, Savvy Contemporary (Berlim, 2021); Algoritmo Cósmico, Zipper Galeria (São Paulo, 2021); Iminência de Tragédia, FUNARTE (São Paulo, 2018). 

Cernambi #4 (lote 064), de 2021, pertence à série Belle Époque dos Trópicos e tem como pano de fundo a história da industrialização da borracha no Norte do Brasil. As cidades da região foram transformadas em um emblema da modernidade pela elite local, importando elementos alusivos à estética e arquitetura da Art Nouveau européia. Belém e Manaus foram apelidadas de “Paris dos Trópicos” e “Paris d’Amerique”. Nas palavras da artista, sua prática é “sustentada por conceitos que traçam o transporte de materiais e pessoas; exportação, expropriação e extrativos; e o roubo de histórias, mitologias e tecnologias”.

Noites d’água (lote 065), de 2021, pertence à mesma série. O trabalho é uma releitura de atravessamentos da história originária, colonial e arquitetônica da planta Vitórias-régia, que é um símbolo Amazônico. Sob a forma de uma escultura iluminada, propõe um diálogo feito em látex entre uma luz-água, um vidro-pétala e um metal-nervura.