Lances iniciais em 19/10
Aquarela sobre papel Hahnemühle 100% algodão
Sallisa Rosa (1986) é uma artista indígena cuja obra abrange fotografia, vídeo, performance e instalação. Sua prática investiga a relação entre terra, memória e identidade, frequentemente utilizando argila coletada em diferentes regiões como forma de conexão com sua ancestralidade. O trabalho de Rosa aborda o processo contínuo de descolonização, combinando perspectivas indígenas com práticas contemporâneas para questionar narrativas dominantes e refletir sobre a preservação e a transformação cultural. Atualmente, participa da 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática.
Sem título (2023) é uma aquarela que representa uma espécie de galho repleto de espinhos. Nas palavras de Caio Bonifácio, “Sallisa Rosa trabalha com a memória, formada em peças de barro, desenhos, instalações, fotografias, entre outros meios (…) A memória também é atributo das plantas, dos animais, dos rios e de outros seres. Todos registram sua trajetória, a absorção do tempo e as transformações do lugar. Galhos, por exemplo, revelam as formas com que uma árvore responde à escassez ou abundância de água, às mudanças no solo, ao ar, às interações com outros corpos”.
Sobre a obra, Sallisa escreve:
“Espinhos, peçonha, toxicidade, dose e tratamento.
Escarificações e cicatrizes são símbolos de expurgação,
Caminhos que foram traçados por antídotos.
Serve para lembrar que veneno também é cura.”
O trabalho esteve na Art Basel Miami em 2023.




