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LANCES FINAIS
Sofia Borges
Lote 062
Avesso ou opacidade, da série Porque no fundo das águas existe um fogo
VENDIDO!
Sofia Borges
Lote 062
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Lances iniciais em 18/11
Avesso ou opacidade, da série Porque no fundo das águas existe um fogo, 2022

Guache sobre tela – Edição única – Assinada – Com moldura

18 x 12,50 cm
R$ 11690,00
lance inicial
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Sofia Borges (Ribeirão Preto, 1986) é artista conceitual que, há mais de uma década, faz uso da fotografia para estudar noções filosóficas sobre a relação entre matéria e significado. Sempre questionando os limites da representação, nos últimos anos sua pesquisa se expandiu em curadorias, performances, prática de pintura e, mais recentemente, na direção de seu primeiro filme: O Fóssil, O Olho e O Fogo. É representada pela galeria Kandlhofer em Viena e Mendes Wood DM em São Paulo, Nova York e Bruxelas. Suas obras integram as coleções do Museum of Modern Art, Nova York; FOAM, Amsterdã; Museu de Arte de São Paulo, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Instituto Moreira Salles, Museu de Arte Moderna de São Paulo, entre outros.

“Depois de fazer e pensar tanto sobre a imagem deparei-me com a cor como o alcance de um puro ser. Não sei bem se a cor é uma imagem, se ela existe, se ela se manifesta em si ou se advém somente da relação de não-ser outra cor. A cor está muito ligada na imagem, mas não é ela. Acho isso incrível. Então estou fascinada com a geração desse trânsito entre devir-cor e devir-transmutação, um estado de latência que, por falta de outro nome, venho chamando de fogo alquímico. Através da observação do fenômeno, compreender o fenômeno. Por muito tempo eu nem sabia por que estava fazendo fotografia, já que não se tratava de algo formal, ou de uma compreensão sobre a imagem formal: tratava-se da abstração, do ponto de vista da compreensão. Sobre o não-sentido, a compreensão-recusa, o estado inconsciente da latência de um significado não humano, ou todo humano, onde humano é ser todas as coisas, e se reconhecer nelas, reciprocamente.
A imagem fotográfica tem essa conexão com nossa íntima confiança na existência que a imagem ocular nos proporciona, pintando tenho tentado desvendar como a cor atua nesse fenômeno ou resplandecência.”