Disco Voador (Múltiplo) (2023) faz parte da série Discos Voadores, que se desdobra de um dos entes do Balé Literal de Laura Lima: um objeto construído a partir de dois pratos sobrepostos, suspenso por molas, que se move suavemente, evocando a figura de um disco voador. Toda tecnologia é uma invenção.
Laura Lima (1971) vive e trabalha no Rio de Janeiro, onde estudou artes na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e se formou em filosofia e ciência humanas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1997).
Uma das artistas contemporâneas de maior destaque em atuação no Brasil, foi a primeira a ter obras compradas por um museu brasileiro na categoria performance (sic), o Museu de Arte Moderna de São Paulo, em 2000. Sempre escapando de classificações, as obras de Laura Lima, ou “imagens”, como ela as descreve, “não são performance, nem instalação, nem cinema”, mas sim tentativas de ligar visualmente, na realidade concreta, um glossário pessoal que a artista vem desenvolvendo ao longo de mais de trinta anos de carreira.
Laura Lima recebeu o prêmio BACA (Bonnefanten Award for Contemporary Arts), em 2014, na Holanda, e, em 2007, o prêmio Marcantonio Vilaça. Já apresentou exposições individuais em diversos locais ao redor do mundo, com destaque para The Drawing Drawing (2026) no Institute of Contemporary Arts, em Londres; Balé Literal no Museu d’Art Contemporani de Barcelona (MACBA), em 2023, e n’A Gentil Carioca, em 2019; e Cavalo Come Rei (2018), na Fondazione Prada.
Suas obras também fazem parte de coleções, como o Instituto Inhotim e o Museu de Arte Moderna de São Paulo, no Brasil; a Fondazione Prada, em Milão; a Bonniers Konsthall, em Estocolmo; o Migros Museum für Gegenwartskunst, em Zurique; a Zabludowicz Collection, em Londres; e o Bonnefantenmuseum, na Holanda, entre outras.

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