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Vilanismo
Lote 051
Lance inicial
R$ 10500,00
Cortejo Negro I, 2024
Fotografia Digital impressa em tinta pigmento sobre papel de algodão FineArt. Ed. 1/4 + PA + PE
41,5 x 61,5 x 4 cm
LANCES INICIAIS
LANCES FINAIS
Sobre a obra

Cortejo Negro I (2024) registra uma performance que celebra, tenciona esteticamente e rememora a rica cultura negra. Ao mesmo tempo, reafirma a solidariedade “de nós por nós” como única alternativa viável, assim como o quilombismo e a construção de novas comunidades em torno de objetivos e lutas comuns.

Profundamente enraizada nas tradições negras brasileiras, ela une pessoas de diferentes origens e evidencia as diversas assimetrias e contradições históricas presentes na cultura curitibana e brasileira.

Os cortejos discutem, ocupam e tensionam o uso da cidade: suas ruas, praças, avenidas e, especialmente, a quem é dado o direito de ir e vir por suas estruturas, viabilizadas com o dinheiro de todos, sobretudo daqueles que ali são tratados como estrangeiros.

Foto: Rodrigo Zaim/Vilanismo.

Sobre Vilanismo

Vilanismo (2021) é uma irmandade negroperiférica que age como coletivo dentro do circuito de arte contemporânea tensionando raça, gênero e classe. São artistas e articuladores de diversos territórios periféricos com caminhadas por variados equipamentos culturais no Brasil e no mundo, seja na coletividade ou nas trajetórias individuais. Desde 2021, se uniram para formar uma rede de apoio e, a partir de tecnologias pretas, pensar “estratégias de sobrevivência e construção de caminhos para nós e para os nossos, na base do mutirão e da emboscada”.

Entre as ações, exposições e curadorias realizadas pelo grupo destacam-se Leitura do contra manifesto, apresentada no evento que marcou os 30 anos do massacre do Carandiru (2022); Cubo Preto, no Sesc Pompeia (2023); A Regra e a Exceção, no Ateliê 397 (2023); Afeto, na Diáspora Galeria (2023); Quando eles chegam em casa eu fico feliz, na Galeria Luis Maluf (2023); Chora Agora e Ri Depois, na Funarte (2023–2024); Cortejo Negro, no Instituto Moreira Salles (2024); Ser Feliz é a Nossa Revolução, no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo (2024); e Nas Horas Vagas, no Edifício Tebas/VAI (2025). A irmandade também participou da 36ª Bienal de São Paulo (2025) com a instalação Os meninos não sei que juras fraternas fizeram.